A Fórmula 1 pode enfrentar condições bastante diferentes ao longo do GP do Brasil em São Paulo, com previsão de tempestades para o sábado e possibilidade de chuva acompanhada por uma forte queda de temperatura no domingo, em Interlagos.
O maior risco de precipitação aparece na previsão, por enquanto, justamente no dia da sessão de classificação. A previsão da Weather Atlas indica máxima de 27°C, 90% de chance de chuva e cerca de 18 mm de precipitação ao longo do sábado, colocando a definição do grid de largada sob ameaça de condições instáveis.
Com a sessão de classificação programada para as 15h, as equipes deverão acompanhar de perto a evolução do tempo antes da disputa pela pole position.
A possibilidade de chuva forte também é uma preocupação para a Honda, fornecedora de motores para a Aston Martin. Shintaro Orihara, gerente geral de pista e engenheiro-chefe, destacou que uma pista molhada pode aumentar os desafios relacionados ao gerenciamento da unidade de potência.

“Precisamos estar preparados para a possibilidade de chuva forte. Em condições de pista molhada, o gerenciamento de energia se torna uma área fundamental para se adaptar às condições do grid. Depois, trata-se de equilibrar a recuperação de energia e o atraso do turbo”, afirmou Orihara.
Para o domingo, a previsão aponta uma mudança significativa. A Weather Atlas prevê temperatura máxima de apenas 18°C, com 65% de chance de precipitação e aproximadamente 5 mm de chuva durante o dia.
O Met Office, porém, projeta que a garoa dê lugar a céu encoberto no fim da manhã. Como a largada está marcada para as 14h, esse cenário mantém aberta tanto a possibilidade de uma corrida com pista seca quanto de novas interferências da chuva.
Interlagos é conhecido pela imprevisibilidade das condições climáticas, e a previsão inicial indica que o tempo pode voltar a ter papel importante no GP de São Paulo, especialmente durante a sessão de classificação no sábado.
