F1: Possível GP de Nova York esbarra em questão de localização

O sonho de um GP de Fórmula 1 nas ruas de Nova York pode virar um pesadelo, dependendo da localização escolhida. Enquanto Stefano Domenicali, CEO da categoria, sonha com uma pista serpenteando pelo icônico Central Park, o prefeito da cidade, Eric Adams, prefere as ilhas de Randalls e Wards.

A divergência é enorme e demonstra a magnitude dos obstáculos que a possível corrida enfrenta. Domenicali busca centralidade e glamour, mas isso implica fechar um dos principais pontos turísticos da cidade. Adams oferece espaço, mas sem o charme urbano que a F1 anseia.

O erro de Miami está fresco na memória. Prometido com pompa na Baía de Biscayne, o GP acabou confinado ao estacionamento do Dolphins Stadium, longe do burburinho de Miami Beach. Os fãs que se aventuraram até lá, se depararam com longas jornadas e a sensação de estarem num evento genérico, sem o pulso da cidade.

Domenicali parece não querer repetir o erro, mas sua insistência no Central Park esbarra em barreiras ambientais e na resistência da população local. Adams, por outro lado, oferece uma alternativa bem menos atraente para a F1, que preza o espetáculo visual.

Para que o possível GP de Nova York se transforme de sonho em realidade, as duas partes precisam ceder. A F1 deve abrir mão de parte do glamour e aceitar uma localização menos icônica, mas com melhor infraestrutura e menor impacto. Já Adams precisa entender que, sem o coração pulsante da cidade, o evento corre o risco de se tornar mais um GP genérico na longa lista da F1.

A negociação deve ser árdua, mas o resultado pode ser tentador: Uma corrida histórica no cenário vibrante de Nova York City. Resta saber se as partes envolvidas irão conseguir superar as divergências e criar um evento que faça jus à grandeza da cidade e ao glamour da Fórmula 1.