F1: Possível corrida em Madrid divide opiniões entre políticos da cidade

Com a possibilidade da Fórmula 1 chegar a Madri a partir de 2026, o tema vem gerando debates acalorados entre políticos da cidade. Uma informação divulgada esta semana sugere que a capital espanhola sediará o GP da Espanha a partir do ano citado, tirando o posto de Barcelona.

A proposta de um circuito de rua com cinco quilômetros de extenaão, passaria pelo complexo IFEMA, lar da primeira exposição da F1 no início deste ano, e incluiria também o antigo local do festival de música Mad Cool, e o centro de treinamento do Real Madrid, Valdebebas.

Embora o projeto tenha recebido apoio da presidente da Comunidade de Madri, Isabel Díaz Ayuso, e do prefeito da cidade, José Luis Martínez-Almeida, devido ao impacto econômico estimado em €500 milhões por ano, nem todos os políticos locais compartilham do mesmo entusiasmo.

O Partido Socialista Operário Espanhol, criticou a proposta, acusando o prefeito de estar ‘mais preocupado com a foto em um carro Ferrari do que com as necessidades da cidade’. Juan Lobato, líder do partido, afirmou que a região de Valdebebas, ‘Terá Fórmula 1 antes de ter um centro médico, escola ou rodovia’.

Em resposta às críticas, Díaz Ayuso defendeu o projeto, alegando que se trata de uma iniciativa privada: “Não sou eu quem está trazendo a Fórmula 1. Se ela vier, será uma iniciativa privada, então descubram mais um pouco sobre o assunto”, disse ele. “E eu já sei que eles não ficarão felizes por Madri conseguir um grande feito como a F1. Eles não ficaram felizes quando doze hospitais públicos foram construídos, o M-30 foi enterrado ou o bilinguismo chegou às escolas. Porque a esquerda em Madri se opõe a isso há décadas e vê tudo em preto e branco. Toda vez que boas notícias chegam para Madri, é ruim, porque é algo que deixa você na oposição”, acrescentou.

A disputa entre os políticos revela as opiniões divergentes sobre o projeto. Enquanto alguns veem benefícios econômicos e prestígio para a cidade, outros questionam os custos e possíveis impactos negativos, como o desvio de recursos para a construção do circuito. A discussão deve continuar nos próximos meses, à medida que se espera a confirmação oficial do acordo com a F1.