A reta final da temporada 2026 da Fórmula 1 ainda depende da situação da guerra no Oriente Médio. Embora a FOM mantenha o objetivo de realizar as etapas do Catar e de Abu Dhabi conforme o calendário, um plano alternativo já está sendo considerado caso seja necessário alterar o encerramento do campeonato.
Nesse cenário, Portimão aparece como a principal candidata para retornar ao calendário da F1 já este ano, e garantir que a temporada seja concluída com 21 corridas. Se a mudança for necessária, o circuito português poderá receber a etapa que encerraria o campeonato deste ano.
A incerteza atual está diretamente ligada aos conflitos na região do Oriente Médio. Apesar de o GP da Arábia Saudita e o GP do Bahrein terem sido retirados do cronograma em abril, a FIA nunca oficializou o cancelamento definitivo dessas provas. A decisão preservou a possibilidade de remarcar os eventos, caso as condições permitam sua realização mais para frente ainda este ano.
Enquanto isso, as conversas sobre a viabilidade das corridas no Catar e em Abu Dhabi devem seguir até o período das férias da categoria em agosto. Segundo o cenário atual, não existe urgência para uma definição, já que a F1 ainda acredita haver tempo para avaliar a evolução da situação antes de tomar uma decisão definitiva.

Outra alternativa analisada, seria promover uma rodada dupla em Las Vegas para compensar eventuais mudanças no calendário. No entanto, essa possibilidade desperta pouco interesse, principalmente porque, na semana seguinte ao GP realizado em Nevada, os Estados Unidos celebram o Dia de Ação de Graças, o que dificultaria a logística da categoria.
A FIA também trabalha com a expectativa de que um eventual cessar-fogo reduza as tensões nas próximas semanas. Caso isso aconteça, a possibilidade de recolocar o GP do Bahrein no calendário voltará a ser discutida entre os organizadores e a categoria.
Se o Bahrein realmente retornar à programação, a janela considerada mais adequada seria entre o GP do Azerbaijão e o GP de Singapura, no período entre 26 de setembro e 11 de outubro. Essa solução faria com que a parte decisiva da temporada concentrasse nove etapas em apenas onze finais de semana, exigindo um intenso esforço logístico das equipes e da própria Fórmula 1.
