A Red Bull Racing não planeja, neste momento, trocar o motor de Max Verstappen para o GP do Brasil de Fórmula 1 em São Paulo. Essa informação reduz a expectativa de uma penalidade imediata no grid de largada para o holandês, embora a possibilidade ainda não esteja descartada para este final de semana.
O cenário pode mudar nos próximos dias, já que a equipe trabalha no limite da quantidade permitida para a maior parte dos componentes da unidade de potência. Verstappen ainda não recebeu uma punição nesta temporada por ultrapassar sua cota.
A troca de motor já esteve seriamente em discussão antes do GP do Bahrein, disputado na Malásia. Naquele momento, a Red Bull avaliou aceitar uma largada no fundo do grid para colocar uma nova unidade de potência no carro e garantir componentes adicionais para o restante da temporada.
O desempenho apresentado por Verstappen naquela sexta-feira, porém, fez a equipe adiar a decisão. O holandês conquistou a pole position em Sepang e venceu a corrida, e nenhuma nova unidade foi instalada nos finais de semana seguintes.
A possibilidade de uma punição já era esperada pelo próprio piloto. Após a sessão de classificação em Baku, quando enfrentou problemas no motor, Verstappen admitiu que uma penalidade poderia ser inevitável em algum momento: “Sim, definitivamente teremos que receber outra punição em algum momento”, afirmou.

Pouco antes do GP dos Estados Unidos, o tetracampeão voltou a ser questionado sobre o assunto, mas não indicou quando a troca poderia acontecer: “Sim, possivelmente, mas no momento, não há datas concretas, então veremos como as coisas vão”, disse ele.
Naquele momento, Verstappen já havia utilizado quatro motores de combustão interna, quatro turbocompressores, três MGU-K, três baterias, três unidades de eletrônica de controle e quatro sistemas de escape, alcançando o limite permitido para todos esses componentes. Apenas o PU-ANC ainda estava dentro da cota.
A Red Bull ainda pode recorrer a componentes já utilizados anteriormente sem provocar uma nova punição. O problema surgiria com a introdução de uma peça nova além do limite permitido. Por enquanto, essa troca não está prevista para Interlagos, mas a decisão ainda pode ser revista antes da corrida em São Paulo.
