F1: Pirelli aposta em pneus mais macios para o GP do México 2026

A Pirelli confirmou os compostos que serão utilizados no GP do México 2026 de Fórmula 1, com uma escolha mais macia em relação à temporada passada. Para a 19ª etapa do campeonato, no Autódromo Hermanos Rodríguez, a fabricante selecionou os pneus C3 como Duros, C4 como Médios e C5 como Macios, em um fim de semana que também será marcado por mudanças significativas no asfalto do circuito.

A principal novidade está no recapeamento de grande parte da pista, que pode alterar o comportamento dos pneus e influenciar as estratégias das equipes. Segundo a Pirelli, os trabalhos abrangeram os trechos entre as curvas 16 e 1 e entre as curvas 7 e 16, deixando praticamente apenas o primeiro setor sem modificações.

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“O principal elemento novo para o fim de semana é o recapeamento de uma grande parte do circuito”, destacou a fabricante. “O asfalto novo normalmente está associado a níveis mais elevados de aderência e menor rugosidade em comparação com uma superfície mais antiga. No entanto, será importante avaliar suas características reais durante as primeiras atividades do fim de semana.”

O circuito mexicano costuma apresentar desgaste relativamente baixo, graças à predominância de curvas de baixa velocidade e às menores cargas laterais sobre os pneus. Entretanto, a altitude reduz a carga aerodinâmica produzida pelos carros, aumentando o deslizamento e tornando o graining, formação de pequenos fragmentos de borracha na superfície dos pneus, um fator importante para o desempenho.

F1: Pirelli aposta em pneus mais macios para o GP do México 2026

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A Pirelli considera que o asfalto novo e mais liso pode acentuar esse comportamento. Além disso, a evolução da pista deverá merecer atenção especial, já que o traçado costuma apresentar pouca aderência nas primeiras sessões, com melhorias progressivas conforme os carros acumulam voltas.

Do ponto de vista estratégico, a expectativa inicial favorece uma corrida com apenas uma parada nos boxes. A fabricante, porém, ressalta que a escolha dos compostos poderá depender mais da confiança dos pilotos em cada tipo de pneu do que de limitações reais de durabilidade.

Os Macios C5 podem ganhar importância além da classificação. “O Macio pode novamente desempenhar um papel central. O C5 demonstrou boas características em circuitos de baixa severidade e pode se mostrar uma opção atraente não apenas na classificação, mas também na corrida, ampliando as possibilidades estratégicas em comparação com temporadas anteriores”, avaliou a Pirelli.

Outro ponto de atenção será a frenagem, especialmente na aproximação da curva 1, depois da longa reta principal. A menor eficiência aerodinâmica provocada pela altitude pode dificultar o controle dos carros nas zonas de frenagem mais exigentes, aumentando o risco de travamento das rodas, principalmente quando a aderência ainda estiver baixa.

Pirelli tyres for McLaren F1 Team.
Foto: XPB Images

Cada piloto terá à disposição dois jogos de pneus Duros, três de Médios e oito de Macios ao longo do fim de semana, além dos compostos intermediários e de chuva extrema, caso sejam necessários. Um jogo adicional de Macios será reservado aos participantes do Q3. Em condições de pista seca, os pilotos deverão utilizar pelo menos dois compostos diferentes durante a corrida.

O GP do México terá 71 voltas em um circuito de 4,304 km, totalizando 305,354 km. Com o novo asfalto e a escolha dos três compostos mais macios da gama apresentada para esta etapa, os treinos livres serão fundamentais para determinar quais estratégias oferecem o melhor equilíbrio entre aderência, desgaste e desempenho.