O Madring estreia no calendário da Fórmula 1 neste fim de semana já com um desafio técnico relevante para pneus e equipes. Segundo a Pirelli, o novo circuito de Madri está entre os cinco mais exigentes da temporada em termos de energia aplicada aos pneus.
O traçado tem 5,416 km e 22 curvas, combinando uma seção de rua com outra permanente. O principal destaque é a “Monumental”, curva de 550 metros com inclinação de 24%, apontada pela Pirelli como a que gera a maior carga vertical de toda a temporada por reunir inclinação elevada e grande extensão.
Para o GP da Espanha, a fornecedora selecionou o C2 como Duro, o C3 como Médio e o C4 como Macio. As forças laterais esperadas são comparáveis às registradas em Barcelona e Silverstone, enquanto o asfalto muito liso tende a oferecer aderência relativamente baixa. A superfície recebeu tratamento com jatos de água de alta pressão para remover poeira e resíduos oleosos comuns em asfaltos novos.
A Pirelli começou a estudar o circuito há três anos, usando simulações para estimar trajetórias e cargas sobre os pneus. Depois da conclusão das obras, engenheiros foram ao local medir a macro e a microrrugosidade do asfalto e refinar os dados compartilhados com as equipes.

Como não houve testes prévios no Madring, a definição do uso dos pneus dependerá diretamente do que for observado no TL1. Caso a degradação dos compostos mais macios seja elevada, as equipes poderão optar por preservar jogos de pneus Duros para a corrida.
A Fórmula 1 já correu anteriormente na região de Madri, com nove edições do GP da Espanha realizadas em Jarama entre 1968 e 1981. No histórico geral da prova, Michael Schumacher e Lewis Hamilton dividem o recorde entre os pilotos, com seis vitórias cada, enquanto a Ferrari lidera entre os construtores, com 12 triunfos.
