Sergio Pérez acredita que o teto orçamentário da Fórmula 1 acaba prejudicando as equipes menores, em vez de ajudar a diminuir a diferença para as principais concorrentes. O mexicano usa a experiência na Red Bull e na atual Cadillac para questionar o modelo de gastos adotado pela categoria em meio às discussões sobre mudanças para 2027.
Para Pérez, o problema está na diferença de estrutura entre as equipes. Durante sua passagem pela Red Bull, ele via atualizações praticamente toda semana, enquanto as equipes menores precisam lidar com limitações e processos menos eficientes: “Obviamente somos uma equipe nova e uma equipe pequena”, disse ele.
“Acho que o teto orçamentário hoje em dia é muito mais injusto para as equipes menores porque, quando eu estava na Red Bull, por exemplo, costumávamos trazer atualizações praticamente todo fim de semana. Você nunca ouvia nada sobre o teto orçamentário. Era tudo sobre desempenho, trazer e jogar tudo o que você podia.”

O teto de gastos entrou em vigor em 2021, com a proposta de aproximar as equipes em termos de investimento e desenvolvimento. Para 2026, o limite está fixado em US$ 215 milhões, mas a medida nunca teve apoio unânime no paddock.
“Quando você está em equipes menores, como elas não são tão eficientes e não têm seus métodos tão claros, você acaba gastando muito mais dinheiro”, acrescentou o piloto. “Então, na verdade, o teto orçamentário, em vez de aproximar as equipes, cria esses enormes distanciamentos que temos atualmente no grid.”
James Vowles, chefe da Williams, propôs um teto orçamentário escalonado, que será levado à votação da Comissão de F1 no próximo mês. A aprovação depende de seis votos, incluindo o do próprio dirigente.
