F1: Pérez conta como virou “advogado” da Force India durante crise

Sergio Pérez revelou detalhes do processo que levou a Force India, antiga equipe da Fórmula 1,  à administração judicial em 2018 e afirmou que a medida foi fundamental para a sobrevivência da equipe, que anos depois se transformaria na Aston Martin.

Na época, o time vivia uma grave crise financeira envolvendo Vijay Mallya, dono da equipe, e a Alta Corte de Londres determinou a entrada da equipe em administração judicial, com um prazo de 90 dias para encontrar um novo comprador. Pérez, que competiu pela equipe entre 2014 e 2020, revelou que também tinha um ano inteiro de salário pendente.

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Em entrevista ao High Performance Podcast, o mexicano contou que a situação se agravou quando seu empresário, Julian Jakobi, descobriu que um fornecedor não pago havia entrado com uma petição de dissolução compulsória contra a equipe, o que poderia levar ao encerramento das atividades.

“Eu não entendia nada de direito, mas eu tinha dinheiro a receber. Eles não pagaram meu salário durante o ano inteiro”, disse Perez. “Estávamos tendo um certo atraso, mas então meu empresário me disse que havia uma petição de dissolução de um dos fornecedores que não havia sido pago. Isso significa que eles podem basicamente fechar a empresa, e toda a equipe vai perder seus empregos.”

F1: Pérez conta como virou “advogado” da Force India durante crise
Foto: Force India

Para evitar esse cenário, Perez e Jakobi iniciaram o processo de administração judicial antes que a ação do fornecedor avançasse. “Nós fizemos todo o processo para colocar a equipe em administração judicial antes que a petição de dissolução chegasse, porque se não fizéssemos isso, a equipe teria ido à falência. Todas as pessoas, toda a equipe [teriam perdido seus empregos]. Então, na época, era a Force India, que hoje é a Aston Martin. A Aston Martin não existiria”, afirmou.

O piloto também relembrou que precisou conciliar as questões jurídicas com sua rotina na Fórmula 1. Durante os fins de semana de corrida, participou de reuniões com advogados pouco antes da classificação e das provas, além de conversar com funcionários para explicar que a decisão tinha como objetivo proteger os empregos.

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“Lembro de conversar com todos os funcionários em uma das corridas e dizer a eles: ‘Olhem, estou fazendo isso porque é o certo para todos aqui. Caso contrário, vocês vão perder tudo, todos os seus empregos e tal'”, contou.

O processo terminou com a compra da equipe por Lawrence Stroll, que adquiriu a Force India ainda sob administração judicial. O time passou a se chamar Racing Point e, em 2021, tornou-se Aston Martin.