O novo circuito de Madri fará sua estreia na Fórmula 1 nesse próximo final de semana, cercado por uma reputação preocupante antes mesmo da estreia no GP da Espanha. O Madring foi apelidado de ‘destruidor de carros’, depois de um evento-teste de Fórmula 3 marcado por dezenove bandeiras vermelhas.
A pista de rua vai receber sua primeira corrida de F1 neste fim de semana, com os pilotos se preparando para um traçado considerado extremamente exigente. Durante o teste de dois dias da F3 realizado no fim de agosto, foram registrados dezenove incidentes e acidentes, que causaram bandeira vermelha, além de três chassis e três suspensões quebrados, segundo James Vowles, chefe da Williams.
“Tudo bem, são pilotos de Fórmula 3, mas é uma pista que destrói carros”, afirmou Vowles à imprensa espanhola, em declaração ao Sport. O comentário resume a preocupação gerada pelo novo circuito, antes mesmo de os carros da F1 entrarem oficialmente em ação.

Carlos Sainz, que foi o primeiro piloto da F1 a experimentar o Madring em um carro de rua, em maio, também destacou a dificuldade do traçado após realizar trabalho no simulador: “É uma pista desafiadora demais. É uma das pistas mais difíceis que já fiz em um simulador, e para os pilotos, será difícil”, afirmou o espanhol.
Sainz comparou as características do circuito às de Jeddah, Baku, e em menor medida, Singapura, destacando o elevado nível de exigência. Ele também chamou atenção para a La Monumental, trecho inclinado em 24%, que terá uma das curvas mais particulares do traçado: “Com toda aquela inclinação e todo aquele controle do carro por lá, será um grande desafio”, acrescentou.
Gabriel Bortoleto também classificou a pista como ‘perigosa’, embora tenha ressaltado o desafio de correr em um circuito novo. Sergio Perez, por outro lado, reduziu a preocupação e afirmou que não espera que Madri seja ‘mais perigosa que Jeddah’.
