Lando Norris afirmou que a McLaren precisou rever internamente a execução da classificação para o GP da Itália. O britânico acabou largando apenas em oitavo em Monza depois de uma sequência de acontecimentos no Q3 que impediu a equipe de aproveitar uma das principais armas do circuito: o vácuo.
Na parte final da sessão, Norris ofereceu o vácuo para Oscar Piastri em sua primeira volta rápida. A expectativa era que a estratégia fosse invertida na tentativa seguinte, mas o australiano travou as rodas e saiu largo na primeira chicane logo no começo da segunda volta. Com isso, Norris ficou sem o benefício do vácuo recíproco justamente no momento mais importante da classificação.

O problema está ligado também à posição da McLaren no pit lane. Como atual campeã de construtores, a equipe fica bem no início da saída dos boxes e, quando o cronômetro está correndo, precisa ser uma das primeiras a colocar seus carros na pista. Em Monza, onde o vácuo nas longas retas pode representar uma diferença significativa no tempo de volta, essa condição se torna especialmente desfavorável.
Após a classificação, o chefe de equipe Andrea Stella destacou a necessidade de uma execução mais precisa. Antes do GP da Espanha, no novíssimo Madring, Norris voltou a ser questionado sobre o assunto, já que o pit lane de 550 metros do circuito também apresenta um desafio semelhante.
Apesar da frustração, o campeão de pilotos da F1 vê o problema como uma consequência aceitável do sucesso da McLaren. Norris, porém, reconheceu que havia espaço para melhorar: “Eu prefiro ter esse problema e ganhar um campeonato do que não ter; é um preço justo a se pagar, mas acredito que poderíamos ter feito um trabalho melhor no fim de semana passado ao não sair primeiro.”
