Lando Norris discordou da avaliação de Max Verstappen sobre a influência dos pilotos na atual Fórmula 1. Enquanto o tetracampeão acredita que os carros atuais limitam a capacidade dos competidores de criar diferença na pista, o britânico afirmou que o talento ao volante continua sendo decisivo, especialmente em determinados circuitos.
O titular da Red Bull argumentou que as características da geração atual de carros acabam neutralizando parte do desempenho individual dos pilotos. Segundo ele, um ganho em curvas pode ser perdido nas retas devido à forma como os carros exigem diferentes estratégias de pilotagem. “Ao ser mais rápido em algumas curvas, você perde mais na reta depois, e, claro, não deveria ser assim. Em qualquer categoria, se você ganha tempo na curva, isso deveria ser simplesmente tempo de volta conquistado”, afirmou.
“Isso basicamente neutraliza muito do tempo de volta e é por isso que vemos disputas tão equilibradas entre equipes ou até companheiros de equipe. Em alguns momentos, você simplesmente não consegue fazer a diferença, porque será penalizado na reta seguinte”, completou.

Questionado sobre a opinião do rival, o campeão de 2025 da F1 deixou claro que não compartilha da mesma visão. “Com certeza é possível fazer a diferença. Algumas curvas acabam ficando um pouco mais limitadas. A Pouhon, no ano passado, era uma delas, em que talvez fosse possível fazê-la de pé embaixo, enquanto outro piloto não conseguia, e você ganhava meio décimo. Mas, na maioria das curvas, se você é um piloto melhor, ainda existe oportunidade de ganhar vantagem. Então, não diria que concordo com tudo. Se você estiver pilotando melhor, ainda vai ficar à frente”, afirmou.
“Em pistas muito rápidas, como Silverstone e Spa, há menos curvas onde é possível ganhar tempo de volta. Mas em uma pista como esta, não acho que isso seja verdade. Algumas curvas neste fim de semana serão ainda mais desafiadoras do que antes, porque a velocidade de entrada na curva 11 e na curva 4 é maior do que na temporada passada, com menos aderência. Na verdade, é quase o contrário. É uma oportunidade para um bom piloto fazer ainda mais diferença”, concluiu.
