F1: Norris diz que McLaren precisa evoluir para não depender da sorte

Lando Norris acredita que continua pilotando em alto nível, mas afirma que a McLaren precisa voltar a oferecer um carro capaz de transformar esse desempenho em resultados. O piloto britânico disse que não quer depender de sorte ou de circuitos favoráveis para ser competitivo na Fórmula 1.

Norris apontou que, no início da temporada, conseguiu colher os resultados de uma sequência de boas atuações, mas o cenário mudou com as dificuldades para extrair desempenho do MCL40 em determinadas condições e pistas.

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“Eu ainda sinto que estou pilotando bem e que estou fazendo algumas das melhores corridas que já fiz. A questão é que, na parte intermediária do ano, fui recompensado por isso e pude vencer”, afirmou.

Segundo Norris, repetir o mesmo nível de desempenho atualmente nem sempre é suficiente: “Agora, se eu piloto tão bem quanto antes, não sou recompensado porque o carro não é tão rápido ou porque é muito fácil cometer erros”, disse ele.

Norris também explicou uma característica que considera curiosa no comportamento da McLaren durante as corridas. Para ele, tentar levar o carro constantemente além do limite pode ser contraproducente.

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“Em uma corrida, você é meio que forçado a pilotar um pouco mais abaixo do limite, não pode andar a 101% o tempo todo e, por alguma razão, parece que o desempenho volta para nós”, comentou.

Lando Norris (GBR) McLaren F1 Team on the grid.
Foto: XPB Images

No GP do México, Norris igualou seu melhor resultado desde o terceiro lugar na Espanha, depois de uma sequência difícil de três corridas no Azerbaijão, Bahrein e Singapura. Ele também terminou em quinto nos Estados Unidos, resultado que, segundo a fonte, foi influenciado por uma estratégia na esperança de um safety car.

Apesar do desempenho no México, Norris não considera que os problemas estejam resolvidos. O MCL40 tem apresentado dificuldades em curvas de baixa velocidade, na entrada das curvas e com o arrasto aerodinâmico, além de usar relações de marcha mais curtas que a equipe decidiu não alterar durante a temporada.

“Foi bom no México, mas não estou convencido de que, se voltarmos às pistas em que tivemos dificuldades, de repente estaremos bem. Essa pista nos favoreceu. Não quero depender de esperança e sorte para o nosso desempenho. Sabemos o que precisamos melhorar, mas isso leva tempo”, finalizou o piloto da McLaren.