Lando Norris comentou todo o ataque e abuso online que tem recebido após as críticas feitas a Franco Colapinto após o acidente no Gp do Azerbaijão da Fórmula 1, dizendo ter encarado até ameaças de morte.
Após abandonar em Baku por ter sido vítima de uma batida envolvendo a dupla da Alpine, o campeão de 2025 disse que o argentino deveria receber a suspensão de uma corrida e não merecia estar no grid. Depois, pediu desculpas e reconheceu que estava de cabeça quente.
Acontece que a base de fãs de Colapinto não ficou feliz e encheu as redes sociais do britânico de xingamentos, abuso e ameaças, e Norris comentou sobre o caso. “Foi mais para o público em geral, eu diria. Eu disse o que queria ao Franco; ele é realmente a única pessoa com quem eu precisava compartilhar minha opinião e meu pedido de desculpas. Não preciso fazer isso nas redes sociais, nem sinto que precise usá-las para tal”, falou.
“Mas, ao mesmo tempo, havia obviamente muito ruído e repercussão em torno do assunto, e achei sensato anunciar ou mostrar que pedi desculpas e reconheci meu erro. Acho que, de modo geral, sou sempre o primeiro a admitir quando faço algo errado, assim como faço com a minha pilotagem. Como foi algo que disse na TV, achei justo compartilhar com todos, já que todos viram, e senti que aquilo não refletia a maneira como costumo me portar.”

“Eu ainda acompanho as redes sociais às vezes e vi algumas coisas. Algumas não tão boas, outras melhores, mas, infelizmente, é com isso que lidamos. Acho que muitos esportes enfrentam essa situação, que em parte se deve simplesmente à paixão. Isso sempre vai existir no esporte, e vemos muito mais agora porque as redes sociais facilitam muito a expressão de opiniões. Até certo ponto, respeito isso totalmente. Mas, obviamente, quando se chega ao ponto de abusos online, ameaças de morte e coisas do tipo, acho que isso ultrapassa em muito os limites de ser fã de um esporte, de um piloto ou de um atleta”, seguiu.
“Existe um limite, mas isso não é novidade. É algo presente em todos os esportes há muito tempo. Acho que isso apenas reforça a necessidade de que plataformas de redes sociais, organizações esportivas e talvez até as próprias pessoas, pilotos e atletas, façam mais para impedir que esse tipo de coisa aconteça, pois algumas pessoas conseguem lidar com isso muito melhor do que outras”, concluiu.
