Adrian Newey reconheceu sua responsabilidade pelo início complicado da Aston Martin na temporada 2026 da Fórmula 1. O projetista afirmou que a equipe começou o desenvolvimento do AMR26 tarde demais, o que comprometeu a competitividade do carro nas primeiras etapas do campeonato.
A equipe de Silverstone chega ao GP da Inglaterra com apenas um ponto conquistado após oito corridas marcadas por problemas. Segundo o projetista, as dificuldades já eram evidentes durante os testes de pré-temporada no Bahrein, e ficaram ainda mais claras no GP da Austrália, quando a Aston Martin só conseguiu rodar adequadamente a partir da TL3. “Só começamos a funcionar corretamente na TL3 em Melbourne. Tivemos vários problemas nos testes de pré-temporada, então nossa curva de aprendizado ficou atrasada”, afirmou.
“Ficou muito claro, muito rapidamente, que não seríamos competitivos nas primeiras corridas. Tomamos a decisão dolorosa, mas acredito que correta, de não desenvolver o carro nesse período. Sabíamos que, enquanto os rivais evoluíssem, a diferença para a frente aumentaria, mas isso nos permitiria reorganizar a equipe e entender melhor nossos problemas”, explicou.

Newey também admitiu que o projeto do carro foi realizado sob forte pressão durante o inverno. “Colocamos pressão demais sobre nós mesmos. Isso nos permitiu dar um passo atrás, aliviar essa pressão e compreender realmente o que precisávamos fazer”, disse. O engenheiro revelou que a primeira fase das atualizações está prevista para estrear no GP da Hungria, seguida por um segundo pacote no GP da Holanda, além de mudanças estruturais visando fortalecer a equipe para 2027.
“É muito doloroso para nós, para toda a equipe e para nossos parceiros ver o desempenho atual. Mas esperamos que isso em breve seja apenas uma lembrança distante, ainda dolorosa, mas distante”, concluiu.
