A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) admitiu que a diferença inicial entre os carros no novo regulamento da Fórmula 1 em 2026 pode tornar o cenário imprevisível para as equipes, mas Nikolas Tombazis, diretor de monopostos, garantiu que a competitividade da categoria será mantida. Segundo ele, o equilíbrio do campeonato não depende necessariamente de um grid totalmente nivelado desde a primeira corrida.
“Acho que o que determina o nivelamento do grid não é necessariamente a lacuna entre o primeiro e o último”, explicou Tombazis. “Se uma ou duas equipes tiverem um pouco de dificuldade inicialmente, não acho que isso determine o quão emocionante é um campeonato. Normalmente, isso é determinado por quão próximas estão, digamos, as equipes na metade superior, ou seja, as que disputam pontos e vitórias. E acho que teremos um grid razoavelmente equilibrado ali.”

Entre as novidades estão as novas unidades de potência híbridas, com divisão 50-50 entre combustão e eletrificação, além de carros menores e mais leves graças às novas regras aerodinâmicas. Para Tombazis, o motor deve ter papel decisivo na parte inicial da temporada:
“Eu esperaria que o motor fosse o fator principal inicialmente, o motor a combustão (ICE)”, disse, apontando que a chegada de novos fabricantes, como Ford, Audi e Cadillac, e as novas regras podem gerar diferenças iniciais. Ele também ressaltou que essas disparidades tendem a ser temporárias, já que existem mecanismos para tornar as condições mais equilibradas entre os times.
Apesar do receio de que se repita um cenário semelhante ao de 2014, quando grandes diferenças marcaram o grid após a introdução dos motores V6 híbridos, Tombazis acredita que 2026 terminará mais equilibrado que 2025. “Não esperaria um grid tão nivelado quanto tivemos no ano passado, mas esperaria que o grid convergido fosse mais compacto do que o de 2025. Inicialmente, acho que pode haver alguma variação, mas temos certeza de que o desempenho convergido deve levar a um grid mais compacto”, finalizou.
