A Mercedes precisou ajustar o difusor do W17 para o GP da Áustria de F1 após uma nova orientação da FIA. A mudança acontece depois que rivais questionaram uma solução introduzida pela equipe no GP do Canadá.
O pacote levado pela Mercedes a Montreal foi o primeiro grande conjunto de atualizações da temporada e incluiu alterações na asa dianteira e no assoalho. No entanto, foi a parte traseira do carro de Kimi Antonelli e George Russell que mais chamou atenção no paddock, especialmente por extensões no difusor com perfis serrilhados na seção superior.
A solução cobria mais da metade da largura do difusor e tinha como objetivo ampliar seu efeito aerodinâmico. Desde os testes de pré-temporada, equipes buscam maneiras de explorar essa área, já que o funcionamento eficiente do difusor segue sendo importante mesmo com a atual geração de carros dependendo menos do efeito solo.
Após a Ferrari e outros rivais identificarem o conceito, a equipe italiana pediu esclarecimentos à FIA e questionou se poderia desenvolver uma solução semelhante. A entidade, porém, não deu sinal verde e decidiu formalizar sua interpretação por meio de um documento emitido após o GP de Barcelona, válido a partir do fim de semana na Áustria.

A Mercedes reconheceu que precisaria fazer “pequenos ajustes” no difusor para se adequar às novas diretrizes. As extensões ainda aparecem no W17, mas sem os perfis pontiagudos usados na especificação de Montreal. A Racing Bulls também foi orientada a alterar suas extensões na mesma região.
Mesmo com a restrição ao conceito mais extremo, a área segue aberta a interpretações menos agressivas. Ferrari e Haas, por exemplo, utilizam soluções de extensão no difusor dentro dos limites permitidos, enquanto a FIA tenta evitar que esse caminho evolua para desenhos considerados excessivos.
