A Mercedes terminou a sexta-feira como referência do GP da Itália de Fórmula 1, mas a Ferrari mostrou potencial para entrar diretamente na disputa pela pole em Monza. As simulações apontam George Russell na frente, com a equipe italiana apenas 0s11 atrás em ritmo de classificação.
Os dados colocam a McLaren como terceira força em volta rápida, 0s22 atrás da Mercedes, enquanto a Red Bull aparece a 0s44. Racing Bulls, Alpine e Audi surgem na sequência, com diferenças de 0s62, 0s77 e 0s92, respectivamente. Para Bradley Lord, chefe-adjunto da Mercedes, porém, a própria Ferrari pode ser considerada favorita pelo desempenho apresentado nesta sexta-feira.
A equipe de Maranello levou uma atualização da unidade de potência e mudanças de chassi para Monza, e os primeiros sinais foram positivos. Lewis Hamilton vinha afirmando que a Ferrari perdia aproximadamente quatro décimos nas retas para os adversários, uma deficiência que não desapareceu completamente, mas parece ter diminuído. A análise por setores mostra ainda uma possibilidade interessante: reunindo os melhores mini-setores de Charles Leclerc, o monegasco poderia ter registrado uma volta cerca de 0s57 mais rápida do que sua marca efetiva, embora diferentes estratégias de uso de energia possam distorcer essa comparação.
“Esse é o sonho, o grande sonho”, afirmou Hamilton ao falar sobre uma possível primeira fila. “Vai exigir muito trabalho esta noite para entender se erramos em algum lugar. Há muitos pontos em que podemos melhorar, e estar no lugar certo, na hora certa nesta pista, vai ajudar bastante.”
Em ritmo de corrida, a situação muda. A Mercedes permanece como referência, mas a McLaren reduz sua diferença para apenas 0s08 por volta, surgindo como a ameaça mais próxima nos long runs. A Ferrari aparece a 0s32, seguida pela Red Bull a 0s47. O contraste ajuda a explicar a avaliação pessimista de Lando Norris sobre a sexta-feira: apesar de terceiro nas simulações de classificação, o MCL40 parece mais competitivo para a corrida. “Estamos tendo muito mais dificuldades com ritmo. Não estamos em uma ótima situação neste momento”, reconheceu o britânico.

A principal força da Mercedes está nas retas, onde os dados mostram vantagem próxima de dois décimos sobre todas as rivais. Isso compensa pequenas perdas para McLaren, Ferrari e até Haas nas curvas lentas. Russell, portanto, chega ao sábado como forte candidato à pole, enquanto Kimi Antonelli, que largará do fundo do grid por penalidades relacionadas a componentes do motor, pode ser utilizado para oferecer vácuo ao companheiro de equipe.
A Red Bull aparece como quarta força tanto em volta rápida quanto em ritmo de corrida. Max Verstappen participou apenas do TL2, depois de ceder o carro a Ayumu Iwasa no TL1, e não terminou satisfeito com o comportamento do RB22. Pierre Wache reconheceu problemas que precisam ser corrigidos antes do TL3, deixando Mercedes e Ferrari, pelo menos após a sexta-feira, como as principais referências para a definição da pole em Monza.
