A Mercedes saiu da sessão de classificação para o GP da Hungria de Fórmula 1, com a sensação de que poderia ter conquistado um resultado melhor. Kimi Antonelli foi o quarto mais rápido, mas largará apenas em sétimo devido a uma penalidade, enquanto George Russell, que havia se classificado em sétimo, vai largar da sexta posição após a aplicação das penalidades para Antonelli e Lewis Hamilton.
O sábado da equipe foi marcado por incidentes distintos para seus dois pilotos. Antonelli perdeu tempo em sua volta decisiva após encontrar bandeira amarela, enquanto Russell enfrentou um vazamento de água que resultará na troca da unidade de potência para a corrida de domingo.
Antonelli afirmou que a Mercedes já esperava um final de semana complicado em Budapeste, especialmente pelo perfil do circuito e pelas atualizações introduzidas por equipes concorrentes. Ainda assim, o italiano acredita que havia potencial para disputar a pole position.
“Sabíamos que este fim de semana seria desafiador, já que esta pista favorece outras equipes e vimos nossos concorrentes trazerem mais atualizações. Ainda assim, estávamos em condições de lutar pela pole, mas não tivemos nossa classificação mais limpa do ano”, afirmou.
O jovem piloto explicou que precisou reduzir a velocidade na última curva, por conta da bandeira amarela provocada por Max Verstappen: “Minha última volta foi forte, provavelmente a melhor do fim de semana até agora. Perdi pouco menos de dois décimos ao aliviar na curva final por causa da bandeira amarela, mas, infelizmente, isso não foi considerado suficiente pelos comissários”, acrescentou. Apesar da penalidade, Antonelli acredita que o bom ritmo demonstrado na sexta-feira pode mantê-lo na disputa por um grande resultado.

Russell, por sua vez, destacou a força de Ferrari e McLaren ao longo do final de semana. O britânico revelou que a Mercedes identificou um vazamento de água após sua última tentativa na sessão de classificação, obrigando a equipe a recolher o carro por precaução.
“Quando o carro voltou para a garagem, descobrimos que os danos eram bastante severos e teremos que instalar uma nova unidade de potência antes da corrida”, afirmou Russell. O piloto britânico acrescentou que a equipe encontrou indícios de que suas dificuldades em volta única, podem estar mais relacionadas ao comportamento dos pneus do que ao desempenho do carro em si.
O chefe da Mercedes, Toto Wolff, classificou a sessão como decepcionante e admitiu que o time não conseguiu extrair o máximo dos pneus durante o fim de semana: “Quando os pneus trabalham muito quentes ou muito frios, você perde a janela ideal do carro e tem dificuldade para alcançar seu potencial”, disse ele. Wolff encerrou projetando uma corrida complicada, mas ressaltou que o ritmo apresentado nas simulações de corrida oferece esperança: “Largar em sexto e sétimo está longe do ideal, mas esperamos criar oportunidades para aproveitar nosso ritmo e avançar no pelotão”, completou.
