F1: Mercedes e Petronas destacam inovações no combustível e avanços em sustentabilidade

A Mercedes, em parceria com a Petronas, revelou detalhes exclusivos sobre a colaboração entre as duas empresas. A marca alemã lançou uma série de cinco episódios focados em sua colaboração técnica com o parceiro energético, destacando o desenvolvimento do combustível dos carros da F1. 

No primeiro episódio, publicado nas redes sociais da Mercedes, Hywel Thomas, diretor-executivo da Mercedes AMG High-Performance Powertrains e Chan Ming-Yau, responsável pela tecnologia de combustíveis da Petronas, discutem as complexidades do combustível usado nos carros de F1. 

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“Se você olhar para um frasco de combustível, não seria possível perceber todas as diferenças apenas olhando, mas essencialmente, o Petronas Primax é um combustível muito personalizável, e, neste caso, para a Fórmula 1, temos um alto grau de personalização”, explicou Ming-Yau.

“Analisamos os componentes básicos e fazemos uma busca mundial para encontrar os melhores. Avaliamos a química dos aditivos e temos um processo de seleção para aprimorar e customizar o combustível para nós. Basicamente, é composto por hidrocarbonetos. Se quisermos comparar com o combustível de rua, eles são muito semelhantes – possuem os mesmos ingredientes, mas em proporções diferentes.”

A colaboração entre as equipes de Mercedes e Petronas também se estende para as corridas, onde os engenheiros da Petronas fazem testes constantes para garantir que o combustível atenda às regulamentações e mantenha o desempenho ideal durante as provas. 

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“Você precisa garantir que tenha a quantidade exata de combustível, porque se tiver combustível demais, você vai carregá-lo durante toda a corrida, e se não tiver combustível suficiente, novamente, você estará em grande dificuldade durante a corrida, o que afeta a performance. Então, você precisa acertar tudo no mínimo possível”, afirmou Thomas.

Com a Fórmula 1 caminhando para a introdução de combustíveis sustentáveis a partir de 2026, a Petronas também está focada em alternativas mais ecológicas. Ming-Yau destacou o compromisso da empresa com metas de redução de emissões de carbono. 

“A Fórmula 1 tem uma meta de emissões líquidas zero para 2030, e a Petronas tem como objetivo atingir essa meta até 2050”, explicou. “A meta é uma coisa, o outro lado são as áreas de negócios, o trabalho que fazemos com combustíveis – seja com combustíveis sintéticos, biocombustíveis ou resíduos para combustíveis – na verdade, isso reflete a nova área de negócios em que a Petronas se compromete a atuar, que são produtos químicos sintéticos e a agenda de biocombustíveis e economia circular.”

Além disso, a Mercedes tem feito avanços significativos no uso de biocombustíveis. Durante as etapas realizadas na Europa, a equipe conseguiu alcançar um impressionante 98% de utilização de biocombustível em suas operações. 

“Impulsionar nossa temporada europeia com biocombustível é uma novidade para nossa equipe e para o esporte, e espero que nossas conquistas, com o apoio inestimável, expertise e capacidade de fornecimento do nosso parceiro técnico e título Petronas, inspirem outros a seguir o exemplo”, disse Toto Wolff, chefe da equipe e CEO da Mercedes.

“Agora estamos desafiando a nós mesmos a expandir o uso de combustível sustentável em nossa logística além das corridas europeias e continuar nos preparando para a introdução do combustível totalmente sustentável que alimentará os carros de 2026 nas pistas.”