A Mercedes terminou a sexta-feira do GP da Espanha com o melhor ritmo de corrida entre as equipes da Fórmula 1. George Russell foi o mais rápido nas simulações com tanque cheio, com Max Verstappen apenas 0s13 por volta atrás após os ajustes por pneus e duração dos stints.
Kimi Antonelli apareceu em terceiro, mas já 0s55 por volta mais lento que Russell. Ferrari e McLaren tiveram desempenho mais preocupante: os dois carros italianos ficaram cerca de 0s9 por volta atrás da Mercedes, enquanto Oscar Piastri perdeu 1s51. Lando Norris não conseguiu completar uma simulação longa por problemas técnicos.
A principal vantagem da Mercedes parece estar no setor final. Os dados indicam que a equipe usa menos energia da bateria no primeiro setor, sem perder muito tempo, e chega ao trecho final com maior velocidade. Ferrari se destacou mais no primeiro setor, enquanto Verstappen e a Red Bull foram fortes no segundo. A McLaren, por outro lado, apareceu lenta de forma mais constante nos três setores.
No pelotão intermediário, a Haas surpreendeu. Esteban Ocon ficou apenas 0s92 por volta atrás de Russell, praticamente no mesmo nível da Ferrari. Alpine apareceu a 1s60, Audi a 2s20, Williams a 2s58, Cadillac a 4s00 e Aston Martin a 4s33. Racing Bulls não conseguiu completar uma simulação representativa após o acidente de Arvid Lindblad.

Outro ponto de atenção foi a degradação dos pneus. Toto Wolff afirmou que a Mercedes chegou a medir “oito décimos de degradação por volta” no TL1. “Nunca vimos isso antes. Nosso chefe de estratégia falou em seis paradas, mas acho que no fim será uma”, disse.
No TL2, porém, a degradação ficou mais próxima de 0s3 por volta, cenário que neste momento aponta mais para duas paradas. A Pirelli, por sua vez, vê uma tendência diferente. “A aderência do asfalto é realmente boa, então muito provavelmente teremos menos degradação do que o esperado”, afirmou Dario Marrafuschi.
