A Mercedes ainda busca entender por que George Russell continuou enfrentando problemas de energia no GP da Bélgica de Fórmula 1, realizado no domingo (19). Mesmo após adaptar seu estilo de pilotagem, o britânico seguiu perdendo tempo para o companheiro de equipe Kimi Antonelli nas retas.
Durante os treinos em Spa-Francorchamps, houve uma diferença clara de velocidade máxima entre os carros de Russell e Antonelli, enquanto na classificação a desvantagem apareceu em menor escala: Antonelli conquistou a pole position e Russell ficou em quarto. Após o treino classificatório, Russell revelou sua frustração com a situação e afirmou que a prioridade da Mercedes nas últimas horas havia sido investigar o desempenho nas retas:
“Todo o meu foco nas últimas 36 horas tem sido na velocidade em linha reta. Não tenho focado na configuração, nos pneus ou em qualquer outra coisa, porque todos estamos tentando resolver o que está acontecendo”, disse ao Motorsport.com.
O piloto também afirmou que não encontrou explicações para a perda de rendimento mesmo com o acelerador totalmente pressionado: “Até na minha última volta, por algum motivo, perdi mais um décimo e meio em relação a mim mesmo, só na reta. Você olha para o volante e vê perdendo velocidade quando está com o pé fundo na reta. Você se sente impotente. Não sabemos o que está acontecendo. Não acho que seja a unidade de potência, para ser honesto. Mas há algo nos desacelerando nas retas.”
O diretor técnico adjunto da Mercedes, Simone Resta, explicou que a equipe ainda tenta identificar todos os fatores envolvidos no déficit de implantação de energia no carro de Russell. Segundo ele, a investigação começou após Silverstone, quando foram encontradas diferenças entre os dois carros.

“Tivemos alguns problemas com a implantação no carro do George que realmente precisamos entender e resolver totalmente para a próxima etapa”, afirmou Resta.
A Mercedes acreditava que uma das principais causas estava relacionada ao estilo de pilotagem, e Russell trabalhou para se adaptar antes da etapa belga. Porém, a mudança não eliminou completamente a diferença. “George estudou bastante isso e conseguiu mudar e se adaptar para Spa, mas ainda assim, ainda podemos ver alguma diferença na implantação entre esses dois carros”, explicou Resta.
O dirigente acrescentou que a equipe ainda está aprendendo sobre os novos regulamentos da Fórmula 1 e pretende solucionar o problema antes do GP da Hungria:”Estamos trabalhando com um conjunto de regulamentos completamente novo, estamos apenas na décima corrida com esses regulamentos, e ainda estamos lutando para entender cada um dos contribuintes. Não somos os únicos nessa situação, porque podemos ver que muitas equipes ainda estão aprendendo e se adaptando a essa nova regulamentação.”
Além da dificuldade específica de Russell, a Mercedes também enfrentou um problema diferente na largada em Spa. Os dois carros ficaram sem energia elétrica na reta Kemmel após atingirem o limite de recuperação de energia na saída da curva 1. Resta confirmou que o problema foi causado por uma falha de software.
