F1: Mekies questiona vantagem atribuída pela FIA ao motor da Red Bull

A Red Bull Racing voltou a questionar a avaliação da FIA sobre as unidades de potência da Fórmula 1, e pediu uma verificação mais detalhada dos dados utilizados pela entidade. Segundo o chefe da Red Bull, Laurent Mekies, a equipe não encontrou qualquer evidência que comprove uma vantagem de seu motor a combustão em relação ao da Mercedes.

O debate envolve o primeiro período das Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização (ADUO), mecanismo criado para ajudar fabricantes que estejam em desvantagem de desempenho. Embora os resultados já tenham sido comunicados às montadoras durante o final de semana do GP de Mônaco, a FIA ainda não divulgou oficialmente a informação.

De acordo com Mekies, a Red Bull não discorda da metodologia adotada pela federação. O dirigente destacou que todas as equipes e fabricantes concordaram previamente que a comparação deveria considerar apenas o desempenho do motor a combustão interna, sem incluir outros componentes da unidade de potência.

“Estamos completamente de acordo com o fato de que as regras determinam que se tente estimar apenas a ordem de forças do motor a combustão. Estamos totalmente de acordo com isso. Todos concordamos com essa abordagem e não acreditamos que esse seja o problema”, afirmou o chefe da equipe após o GP da Espanha.

A principal preocupação da Red Bull, está relacionada aos dados que levaram à conclusão da FIA. Segundo Mekies, a análise realizada internamente pela fabricante não aponta qualquer cenário em que ela apareça à frente da Mercedes em termos de desempenho do motor a combustão: “Certamente gostaríamos de ter uma conversa mais aprofundada porque não vemos uma única amostra de dados que indique que temos vantagem sobre nossos amigos da Mercedes”, acrescentou o francês.

F1 2024, Fórmula 1, GP do Catar, Lusail
Foto: XPB Images

O dirigente também alertou para as consequências que uma avaliação incorreta pode gerar no sistema de desenvolvimento das unidades de potência. Para ele, é essencial que exista total confiança nos números utilizados, antes que sejam concedidas vantagens regulatórias que possam influenciar a competitividade entre os fabricantes.

Como exemplo, Mekies citou os resultados recentes da equipe em diferentes circuitos: “Você vai para o Canadá, uma pista com alta sensibilidade à potência do motor a combustão, e nos classificamos em sexto. Vai para Mônaco, com baixa sensibilidade, e ficamos a apenas 0s04 da pole. Em Barcelona, novamente com alta sensibilidade, nos classificamos em sexto outra vez. Não vemos uma única amostra de dados em que nos avaliamos acima da concorrência, muito menos de forma consistente”, finalizou o chefe da equipe.