Arvid Lindblad admitiu estar ‘um pouco decepcionado’ por não ter recebido uma oportunidade na Red Bull Racing no GP da Itália de Fórmula 1. O britânico, porém, reconheceu os motivos que levaram a equipe a manter Liam Lawson no carro de Isack Hadjar.
Hadjar sofreu uma fratura no pulso durante um treinamento na pausa de agosto e ficará fora de sua segunda corrida consecutiva. Lawson, que o substituiu no GP da Holanda, permaneceu no RB22 após um fim de semana consistente em Zandvoort, quando avançou ao Q3 e terminou na sétima posição na corrida, sendo o único piloto da Red Bull a completar a prova, já que Max Verstappen bateu sozinho ainda na primeira volta.
A decisão também ganhou força pelo desempenho de Lawson na Holanda. O neozelandês se classificou apenas 0,115 segundo atrás de Verstappen e marcou seis pontos, além de demonstrar um desempenho considerado controlado e maduro, fatores que favoreceram a continuidade do piloto.
Lindblad já havia compreendido a escolha em Zandvoort, principalmente por estar apenas na metade de sua temporada de estreia na F1, e nunca ter competido naquele circuito: “Seria um pouco mais arriscado comigo. Obviamente, como piloto, eu teria gostado da oportunidade, mas ao mesmo tempo, entendo completamente por que fizeram o que fizeram”, afirmou na ocasião.

Agora, com Lawson já adaptado ao carro da equipe principal, Lindblad considera ainda mais lógica a decisão: “Acho que já respondi isso em Zandvoort. Acho que era improvável que eles trocassem agora, teria sido mais estranho. No fim, Liam está acostumado com o carro. Ele fez Zandvoort, então faz mais sentido mantê-lo”, acrescentou.
Mesmo aceitando a decisão, o piloto da Racing Bulls reconheceu que gostaria de ter recebido a oportunidade: “Como qualquer piloto, estou um pouco decepcionado por não ter tido a oportunidade, porque todos queremos lutar na frente e fazer o nosso melhor. Mas entendo a decisão. Então, é o que é”, encerrou Lindblad.
