Charles Leclerc acredita que a Ferrari voltou a ocupar a posição de segunda força da Fórmula 1 após a vitória de Lewis Hamilton no GP de Barcelona. Ainda assim, o monegasco evita transformar o bom momento em euforia antes do GP da Áustria.
Para Leclerc, a Mercedes deve seguir como referência no Red Bull Ring, principalmente pela força de sua unidade de potência nas longas retas do circuito. A Ferrari, por outro lado, espera manter um ponto positivo visto em Barcelona, o gerenciamento dos pneus em condições de calor.
“Creio que, em termos de competitividade geral, a Mercedes será o carro mais rápido”, afirmou Leclerc. “Com o calor, fomos muito competitivos no gerenciamento dos pneus durante a corrida de Barcelona e espero que isso possa continuar a ser um dos nossos pontos fortes também aqui. Mas no Red Bull Ring há retas muito longas e hoje o motor deles é melhor do que o nosso, por isso creio que vamos pagar algo nesse aspecto.”
O piloto chega a Spielberg depois de uma sequência difícil, com Mônaco, Canadá e Barcelona deixando mais frustrações do que pontos. Leclerc admitiu que perdeu confiança em alguns momentos, mas destacou que voltou a se sentir melhor no SF-26 em Barcelona, sem atribuir sua oscilação ao caminho de desenvolvimento escolhido pela Ferrari.

“Não creio que seja esse o motivo; não é que me sinta desconfortável com este carro”, explicou. “Em Montreal e, sobretudo em Mônaco, tivemos problemas muito particulares que me fizeram perder um pouco de confiança, mas não no pacote em si.”
Apesar do avanço recente, Leclerc reforçou que a ordem de forças pode mudar rapidamente com as atualizações. “Desde o início do ano tivemos mais fins de semana com atualizações do que sem. É o sinal de quanto todos estão pressionando”, disse. “Agora quero simplesmente juntar um fim de semana limpo. Se conseguirmos reencontrar o nosso ritmo, então as vitórias também poderão chegar. No campeonato pensaremos mais adiante.”
