Niki Lauda tentou convencer Christian Horner a deixar a Red Bull para assumir o comando da Mercedes no fim de 2012. O tricampeão mundial de Fórmula 1 chegou a procurar o britânico em sua casa durante o Natal, com uma proposta financeira atraente, mas não conseguiu tirá-lo da equipe austríaca. A história foi revelada por Horner em sua autobiografia, Drive.
Na época, a Mercedes buscava fortalecer sua estrutura para entrar de vez na briga por títulos. A equipe havia retornado à Fórmula 1 como construtora em 2010 e já tinha confirmado Lewis Hamilton para a temporada seguinte, no lugar de Michael Schumacher. Para Lauda, Horner era um nome capaz de ajudar a conduzir esse projeto.

O britânico, porém, não estava disposto a abandonar a Red Bull. A relação com Dietrich Mateschitz, que lhe entregou o comando da equipe em 2005, pesou na decisão, mesmo diante das condições oferecidas pela Mercedes: “Sinto lealdade a Dietrich e à equipe, então, por mais que eu aprecie isso, não vou me juntar à Mercedes”, recordou Horner.
Sem conseguir convencer o dirigente, Lauda precisou seguir com outras opções para estruturar a equipe. Toto Wolff chegou à Mercedes em 2013, após trabalhar com a Williams, e liderou o período mais vitorioso da Mercedes na categoria, com oito títulos consecutivos.
Horner continuou na Red Bull e acompanhou o quarto título seguido de Sebastian Vettel em 2013. Anos depois, a equipe voltou a conquistar campeonatos com Max Verstappen.
