Ayao Komatsu não escondeu a satisfação pela contratação de Rafael Câmara para a Haas na temporada 2027 da Fórmula 1. O chefe da equipe destacou o talento do brasileiro e o enorme potencial que vê.
O brasileiro chega bastante conceituado ao grid, com títulos na Fórmula Regional e na Fórmula 3. Ainda, atualmente ocupa a primeira posição da classificação da Fórmula 2, restando apenas duas etapas para o encerramento do calendário.
“Vemos um enorme potencial no Rafa. Ele é alguém com quem podemos crescer juntos; por isso, estou muito empolgado em garantir que consigamos maximizar o seu potencial”, disse o dirigente ao site da F1.
Para garantir a vaga, Rafa teve de passar por dois dias de testes com a Haas em Portimão, pilotando um carro antigo da equipe. Mostrando grande desempenho e com tempos próximos a de Oliver Bearman, ali se aproximou bastante de ser contratado – teve de enfrentar concorrência de Jack Doohan e Ryo Hirakawa.

“Foi realmente incrível a sensibilidade que ele demonstrou para entender o nível de aderência, e se adaptar a todas as condições. Em condições de temperatura mais baixa, ele registrou um tempo de volta bastante impressionante. Depois, as condições pioraram, tornando o carro mais difícil de pilotar, mas ele não entrou em pânico em momento algum”, disse.
“Ele simplesmente pilotou de acordo com as condições. Em seguida, houve um intervalo de quatro horas, e as condições mudaram novamente. Ele começou com um tempo de volta muito bom, e depois realizou mais duas sequências de voltas. A evolução dele foi simplesmente incrível”, seguiu.
Ainda, outro ponto que chamou a atenção do japonês da Haas foi a postura de Câmara. “Cada um lida com a pressão de uma maneira diferente. Acredito que o foco dele estava no lugar certo; ele não estava concentrado no resultado.”
“Costumo dizer que precisamos focar naquilo que está sob nosso controle. O Rafa fez exatamente isso. Ele pensou: ‘Como posso ser a melhor versão de mim mesmo?’. E, com isso, ele potencializou tudo. Ele soube como adotar a mentalidade necessária para extrair o máximo de si mesmo — o conjunto da obra foi, portanto, impressionante”, encerrou.
