Sergio Perez venceu o GP da Arábia Saudita de Fórmula 1 no último domingo, com seu companheiro de equipe Max Verstappen tendo que largar em 15º após um problema na qualificação. Depois de um safety car, o holandês ficou cinco segundos atrás de Perez, mas não conseguiu diminuir a diferença, e terminou em P2. O ex-proprietário da equipe Jordan de F1, Eddie Jordan, acha que foi definido internamente na equipe, que o mexicano poderia vencer aquela corrida.
Perez não teve problemas na qualificação e por isso conseguiu a pole position. O mexicano estava bem na frente antes do safety car ser acionado, quando Lance Stroll encostou seu Aston Martin em uma saída de serviço do circuito. O carro de segurança tornou a diferença entre os dois pilotos da Red Bull muito menor, mas mesmo com Perez e Verstappen em primeiro e segundo, respectivamente, os dois pareciam ter um ritmo muito semelhante.
Após a corrida, a frustração era óbvia para o holandês. Mas, apesar disso, Jordan tem uma teoria no mínimo curiosa sobre o final da corrida em Jeddah, suspeitando que houve um acordo dentro da equipe sobre quem poderia ficar com a vitória. “Estou um pouco preocupado, porque em circunstâncias normais, Max Verstappen teria vencido o GP da Arábia Saudita. Acho que houve um acordo para deixar Sergio Perez vencer a corrida, se ele fizesse a pole e liderasse a corrida o tempo todo”, disse Jordan ao Express.
Verstappen relatou ter tido problemas com o eixo de transmissão na parte final da corrida, com ele também tendo esse problema na qualificação, quando o eixo quebrou, obrigando-o a abandonar ainda no Q2. O holandês, porém, conseguiu terminar a prova normalmente. Por conta disso, Jordan acha que esse ‘problema’ foi uma espécie de sinal para a equipe. “Fiquei surpreso ao ouvir Verstappen reclamar sobre o eixo de transmissão. Acho que havia uma mensagem lá”, finalizou.
Se realmente a vitória de Perez foi uma ‘combinação’ da Red Bull, muito dificilmente isso será confirmado, mas que Jordan tem uma certa lógica em sua opinião, não pode ser negado.
