F1: Horner revela ‘reunião secreta’ de negociações entre Hamilton e Red Bull em 2012

Christian Horner revelou que Lewis Hamilton procurou a Red Bull antes de fechar com a Mercedes na Fórmula 1, contando sobre uma ‘reunião secreta’ que aconteceu entre as duas partes.

Ao final da temporada 2012, o britânico deixou a McLaren e foi para o time alemão em um contrato multianual. Os anos seguintes entraram para a história como uma das parcerias de maior sucesso na categoria.

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Entretanto, inicialmente Hamilton foi atrás de Milton Keynes para se tornar companheiro de Sebastian Vettel, com conversas acontecendo na casa de Adrian Newey. “Lewis Hamilton parecia estar perdendo o ânimo na McLaren. De fora, seu relacionamento com Jenson Button parecia tenso, e ele estava visivelmente desanimado após uma série de falhas mecânicas ao longo de 2012”, escreveu Horner em seu livro Drive.

“Eu o encontrava ocasionalmente nas corridas, e sempre mantínhamos uma relação cordial [apesar do comentário dele de que a Red Bull era ‘apenas uma empresa de bebidas’], mas achei que ele parecia estranhamente vulnerável para um ex-campeão mundial. Então, certo dia, ao verificar meu celular em busca de chamadas perdidas e mensagens, vi o número do pai dele na tela e me perguntei se Lewis estaria mudando de ideia em relação à Red Bull.”

“Quando, na sequência, uma reunião secreta foi marcada com Lewis na casa de Adrian, perto de Ascot, meu instinto se confirmou. Ele queria deixar a McLaren, e nós éramos seu destino preferido. ‘O que é preciso para me juntar a vocês?’, perguntou ele, assim que nos sentamos. Adrian, que não é conhecido por conseguir esconder suas emoções, parecia radiante. E eu dificilmente poderia culpá-lo. Uma dupla de pilotos formada por Sebastian Vettel e Lewis Hamilton era uma perspectiva tentadora”, seguiu.

Lewis Hamilton (GBR) Scuderia Ferrari.
Foto: XPB Images

Enquanto Christian e Adrian pareciam animados em juntar forças com o campeão de 2008 da Fórmula 1, Helmut Marko tinha suas ressalvas. “Certamente, Helmut não pareceu impressionado ao ouvir a notícia A chegada de Lewis provavelmente afetaria Sebastian, seu protegido, e ele estava claramente apreensivo.”

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“Intrigado, decidi sondar a situação. Sabia-se que Simon [Fuller] era uma pessoa de fala mansa, mas sua abordagem inicial me deixou atônito. ‘Você e eu podemos realizar o maior negócio esportivo desde Muhammad Ali’, disse ele, com ousadia. Ri, já acostumado com a linguagem típica de agentes esportivos. Simon ganharia muito dinheiro. E a Red Bull teria de gastar uma fortuna.”

“Apesar da inegável vantagem em termos de marketing, não levei a ideia adiante com muita determinação. Mas a contratação de Lewis certamente atrairia o interesse de alguém. E eu tinha uma boa ideia de quem poderia ser esse alguém. Por volta de 2012, Lewis já havia se tornado uma figura icônica, tendo vencido quatro corridas em sua temporada de estreia, em 2007, pela McLaren. Cinco anos depois, ele era um piloto de elite, conhecido por seu ritmo explosivo e, possivelmente, um dos mais rápidos que a categoria já viu. Ele era o campeão mundial de 2008, vencedor de dezessete Grandes Prêmios e detentor de dezenove pole positions”, continuou.

“Como piloto, era fantástico em condições de pista molhada, destemido e capaz de extrair o máximo absoluto de seu carro. Além disso, era um sonho do ponto de vista comercial; Lewis estampava inúmeras campanhas em outdoors e comerciais de TV. Em suma, ele era praticamente o desafiante perfeito para Sebastian. Adrian, que sempre buscava elevar o nível dos pilotos na Red Bull, estava particularmente entusiasmado. E eu não podia culpá-lo. É claro que o grande obstáculo era o dinheiro. Qualquer acordo que trouxesse Lewis para a Red Bull exigiria cifras astronômicas”, encerrou.