A terça-feira (13) trouxe dois anúncios de grande impacto para o futuro da Fórmula 1. A categoria confirmou um acordo de dez anos para voltar à África com um GP em Ruanda a partir do início da década de 2030, enquanto Mohammed Ben Sulayem afirmou que os motores V8 retornarão em 2030.
A etapa africana será realizada em um novo circuito permanente em Bugesera, cerca de 40 quilômetros ao sul de Kigali, e marcará a primeira corrida de F1 no continente desde 1993. O projeto será construído dentro dos padrões Grau 1 da FIA e faz parte de um plano mais amplo envolvendo turismo, infraestrutura e desenvolvimento comercial. A chegada de Ruanda também aumenta a pressão sobre o calendário, atualmente limitado a 24 provas, colocando em dúvida o futuro de algumas etapas existentes.
No campo técnico, Ben Sulayem confirmou que o V8 está previsto para 2030, com a promessa de reduzir custos e peso dos carros. Segundo o presidente da FIA, o novo conceito deve cortar pelo menos 50% dos gastos de pesquisa, desenvolvimento e produção das unidades de potência, além de recuperar um som considerado mais atraente para os fãs.
Enquanto isso, a McLaren endureceu o discurso após a colisão entre Lando Norris e Oscar Piastri na Sprint de Singapura. Zak Brown revelou que os dois receberam uma ordem direta para que o episódio não se repita, enquanto Andrea Stella reforçou que a disputa interna não pode se sobrepor aos interesses coletivos da equipe. Norris já reconheceu que não deveria ter tentado a ultrapassagem que terminou no contato com Piastri.

Ferrari e Mercedes também tiveram assuntos importantes nesta terça-feira. Charles Leclerc cobrou uma reação mais rápida da Ferrari no desenvolvimento do SF-26 e afirmou que antecipar atualizações pode ser decisivo para recuperar terreno. Na Mercedes, Kimi Antonelli vê potencial no pacote mais recente, mas admite que a janela de funcionamento ainda é estreita, enquanto Toto Wolff considera que o teste com especificações diferentes em Singapura ajudou a equipe a entender melhor suas novidades.
Max Verstappen, por sua vez, já virou a chave para Austin. Apesar das duas vitórias recentes e da recuperação da Red Bull, o holandês evitou se colocar como favorito para o GP dos Estados Unidos e destacou as ondulações do Circuito das Américas como um desafio físico importante. Fora das pistas, a Red Bull também segue preparando a transição de Gianpiero Lambiase, com Tom Hart assumindo funções de engenheiro de corrida de Verstappen em etapas selecionadas da reta final da temporada.
