A quinta-feira (15) foi dominada por uma notícia enorme para o Brasil na Fórmula 1: Rafael Câmara foi confirmado pela Haas como piloto titular para 2027. O anúncio recoloca o país com dois representantes no grid, ao lado de Gabriel Bortoleto, enquanto Max Verstappen também chamou atenção ao revelar que chegou a considerar seriamente abandonar a categoria.
Câmara assumirá uma vaga na Haas depois de uma trajetória de ascensão rápida nas categorias de base. Campeão da Fórmula Regional Europeia em 2024 e da Fórmula 3 em 2025, o pernambucano lidera a Fórmula 2 em 2026 e impressionou a equipe americana durante testes com carros de temporadas anteriores. O brasileiro escolheu o número 50 para sua estreia e será o primeiro nordestino a ocupar uma vaga titular na história da F1.
A chegada de Câmara também encerra um intervalo de 11 anos sem dois brasileiros titulares simultaneamente no grid. A última vez havia sido em 2016, com Felipe Massa na Williams e Felipe Nasr na Sauber. Câmara e Bortoleto, inclusive, já foram adversários no kartismo europeu e agora voltarão a dividir pista, desta vez na principal categoria do automobilismo.
Outro destaque veio de Verstappen. O tetracampeão revelou que sua insatisfação com o regulamento de 2026 chegou a um ponto em que pensou seriamente em deixar a Fórmula 1. Apesar da recuperação recente da Red Bull e das vitórias conquistadas nas últimas etapas, o holandês também admitiu não ter certeza se continuará no campeonato até 2030.

Na disputa pelo título, Kimi Antonelli reconheceu alívio por Verstappen estar 119 pontos atrás. O italiano afirmou que enfrentar o piloto da Red Bull mais de perto seria “muito, muito assustador” e chega a Austin com possibilidade matemática de conquistar o campeonato dependendo dos resultados de Lewis Hamilton e George Russell.
Nos bastidores, Christian Horner revelou ainda que tentou levar Fernando Alonso e Charles Leclerc para a Red Bull antes de 2025, mas encontrou resistência interna. Já a McLaren admitiu que chegou a temer que as atualizações introduzidas no Azerbaijão tivessem piorado o carro, dúvida que começou a ser esclarecida após o GP de Singapura.
