A Ferrari terminou a sexta-feira (4) em Monza com uma preocupação para Lewis Hamilton: a desvantagem de velocidade nas retas diante da Mercedes. O britânico revelou que chegou a perder cerca de seis décimos para George Russell apenas nesses trechos durante o segundo treino livre para o GP da Itália da Fórmula 1.
Hamilton foi segundo no primeiro treino, atrás de Charles Leclerc, mas caiu para quinto na segunda sessão, ficando mais de quatro décimos e meio atrás de Russell.
“A velocidade de reta é considerável. Só olhando para os deltas, eu estava perdendo algo como seis décimos para o George apenas nas retas, o que é algo que precisamos analisar”, comentou o heptacampeão mundial.”E também o equilíbrio, foi realmente muito difícil extrair uma volta rápida do carro. Não foi fácil de pilotar no TL2 por algum motivo. Então fizemos algumas alterações, mas não deveria ter ficado tão ruim. Então podemos voltar atrás, mas vamos avaliar e ver se conseguimos melhorar o carro.”

A equipe ainda precisa entender se a perda está ligada ao arrasto, à potência ou ao gerenciamento de energia. Hamilton, porém, destacou a evolução do motor Ferrari: “Acho que é isso que precisamos investigar, se é isso, se é questão de gerenciamento de energia. Mas o motor é uma melhora, o que me deixa muito grato pelos caras na fábrica que estão trabalhando nisso.”
“Mas nosso cronograma de gerenciamento de energia é diferente dos outros, dos nossos concorrentes. Mas, sim, parece que eles talvez tenham menos arrasto para as retas, então isso é algo que definitivamente precisamos analisar.”
Apesar do desempenho abaixo do esperado na sexta-feira, Hamilton segue confiante no projeto para 2026. Na quinta-feira, ele havia afirmado que a Ferrari encontrou uma direção clara para os desenvolvimentos e continua acreditando que o time pode vencer.
“Cada pequeno detalhe ajuda. E acho que, até este ponto do ano, estamos perdendo, até na última corrida, em um circuito tão curto, estávamos perdendo quatro décimos por volta durante a prova. Então esse é um déficit enorme e carregamos isso durante o ano até agora. Isso é um passo à frente. Não é toda a diferença que precisamos, mas sabíamos que seria assim. Mas ver peças chegando a cada fim de semana, sendo adicionadas ao carro, é empolgante ver que estamos pressionando e, sabe, ainda acreditamos fortemente que temos o necessário para vencer”, concluiu o britânico.
