Lewis Hamilton minimizou o benefício obtido pela Ferrari durante o dia de filmagem realizado no Madring, antes do GP da Espanha de Fórmula 1. Segundo o piloto britânico, a única informação realmente útil foi descobrir ‘qual caminho a pista segue’.
Em 09 de julho, Hamilton e Charles Leclerc pilotaram o carro da Ferrari no novo circuito, marcando a primeira vez que um monoposto de F1 percorreu o traçado. Porém, as restrições de um dia de filmagem, limitaram bastante o conhecimento que a equipe poderia extrair da atividade.
A Ferrari não pôde utilizar atualizações no carro e também precisou rodar com pneus especiais da Pirelli, próprios para esta situação. Além disso, as condições da pista eram pouco representativas, com muita poeira e baixo nível de aderência.
“Então, acho que foi praticamente nada. Estava empoeirado, super, super empoeirado e não havia aderência nenhuma, e não podemos mudar o carro porque não é um teste, foi uma filmagem”, afirmou Hamilton para a imprensa.
O heptacampeão também destacou que a Ferrari não levou o carro ao limite durante a atividade: “Nem estávamos acelerando totalmente em muitas das curvas, pois estávamos com pouca potência e pouca aderência. O benefício, a única coisa que vi, é saber qual caminho a pista segue. Então, honestamente, não acho que haja algum benefício”, acrescentou.

Apesar disso, Hamilton acredita que a Ferrari chega ao novo circuito com uma boa base de preparação graças às simulações realizadas pela equipe. Ele destacou que o acerto será particularmente sensível às condições, incluindo vento, temperatura e aderência da pista, além do comportamento dos pneus.
“Os caras fazem um ótimo trabalho com as simulações aqui e na equipe, então frequentemente chegamos com um carro em uma situação bastante boa”, concluiu Hamilton, que classificou o Madring como um circuito ‘massivamente desafiador’ e comparou sua dificuldade à de Jedá entre as pistas novas que já conheceu.
