F1: Hamilton e Verstappen criticam complexidade dos motores atuais depois de falha

Lewis Hamilton e Max Verstappen criticaram a complexidade das unidades de potência da Fórmula 1, após uma falha de software provocar perda de potência em vários carros antes do GP do Bahrein, disputado em Sepang. O episódio ocorreu durante as voltas de formação, sob condições de chuva, e gerou uma situação incomum antes da largada.

A combinação de baixa velocidade do motor, pouca aderência, sistemas de gerenciamento de energia para pista molhada e características do circuito fez com que alguns carros perdessem potência de maneira inesperada. A FIA precisou alterar o software durante o atraso causado pela chuva para permitir que as equipes modificassem as unidades de potência antes do início da corrida, que foi atrasado devido ao problema.

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Verstappen explicou que o problema aparecia quando o motor chegava a rotações e velocidades muito baixas: “Quando você chega a uma velocidade muito baixa e o RPM muito baixo, por algum motivo, ele simplesmente perde força. Normalmente, leva um ou dois segundos e volta”, afirmou o piloto da Red Bull Racing.

Max Verstappen (NLD) Red Bull Racing.
Foto: XPB Images

O holandês comentou que foi um dos primeiros a perceber a falha, e ao olhar pelos retrovisores, não entendeu por que os outros carros também estavam tão lentos. Hamilton resumiu a cena de forma irônica ao comparar o momento a uma ‘corrida de LEGO’. Verstappen concordou com a crítica e afirmou: “Isso não é o que você quer para a categoria”, acrescentando que espera que uma lição seja tirada desse episódio.

A FIA informou que essa combinação de fatores, não havia sido identificada durante os testes nem nas voltas realizadas até o grid. Segundo a entidade, uma atualização foi distribuída a todas as equipes durante a paralisação, retirando a limitação de energia nos setores afetados.

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Verstappen também destacou que seu carro poderia ter ficado preso pelo mesmo problema. Ele explicou que teve uma situação semelhante no início da corrida, mas a segunda versão do software apresentou uma melhora suficiente para evitar que o problema voltasse a deixá-lo parado. A FIA afirmou que fará uma revisão completa do caso em conjunto com as equipes e os fabricantes das unidades de potência.