F1: Hamilton continua trabalhando para realização de um GP na África

A Fórmula 1 não pisa em solo africano há 30 anos, desde o último GP da África do Sul em Kyalami, em 1993. Mas para Lewis Hamilton, esse hiato precisa acabar antes que ele decida pendurar o macacão e o capacete. O heptacampeão já afirmou seu compromisso em ver o continente de volta ao calendário da F1, tornando essa conquista uma espécie de ‘missão final’ em sua carreira.

“Estou trabalhando nos bastidores para colocar a África do Sul no calendário”, afirmou Hamilton em Abu Dhabi. “É um sonho para mim, e preciso estar lá quando isso acontecer.”

A paixão de Hamilton pela volta da F1 à África não é novidade. Ele sempre se posicionou como defensor da diversidade geográfica da categoria, e vê o continente como uma peça fundamental para essa missão. No entanto, o caminho não é fácil. Tentativas recentes, como as negociações com Kyalami, esbarraram em questões financeiras e logísticas.

O próprio CEO da F1, Stefano Domenicali, reconheceu o interesse em retornar à África, mas ressaltou a importância de escolher ‘os parceiros certos e uma base estável para uma permanência de longo prazo’. Ele confirmou também o interesse de outras localidades do continente, expandindo o leque de possibilidades.

Enquanto as negociações oficiais avançam, Hamilton se mantém determinado. Com sua voz de heptacampeão e a persistência que o levou ao topo do automobilismo, a ‘missão África’ de Hamilton promete continuar ganhando força e ecoando pelo paddock da F1. Afinal, um retorno ao continente representaria muito mais do que apenas uma nova corrida no calendário. Seria um passo simbólico importante para a diversidade e globalização da categoria, e Hamilton parece disposto a ser o protagonista dessa mudança.