A Haas está tendo um final de semana complicado no GP do Canadá de Fórmula 1. O novo pacote de atualizações levado pela equipe para Montreal, tem causado dificuldades de acerto e deixou os pilotos lutando para encontrar equilíbrio no carro.
Oliver Bearman afirmou que a equipe passou todo o fim de semana ‘correndo atrás do próprio rabo’, enquanto tentava entender o comportamento do carro atualizado. O britânico se classificou em 15º para a corrida Sprint, mas o desconforto com o desempenho levou a Haas a alterar a configuração do carro e largar dos boxes.
Após terminar a Sprint apenas em 18º, Bearman voltou à pista para a sessão de classificação para o GP e garantiu a 16ª posição no grid. Mesmo com uma leve melhora, o piloto deixou claro que o time ainda não encontrou a janela ideal de funcionamento do novo pacote aerodinâmico: “Tem sido realmente muito desafiador. Não conseguimos encontrar uma solução que funcionasse”, afirmou o britânico. Segundo ele, apenas durante a sessão de classificação para o GP, conseguiu finalmente atacar mais as zonas de frenagem e aceleração porque passou a sentir mais confiança no carro.
O jovem piloto explicou que, justamente quando começou a explorar mais o limite do carro, novos problemas apareceram: “Eu estava tendo muitos travamentos das rodas dianteiras, quando comecei a forçar mais. Tenho certeza de que outras equipes já descobriram isso no TL1, mas nós estávamos tão longe do ideal naquele momento que nem conseguíamos realmente atacar”, comentou.

Bearman continuou: “O desempenho está lá, mas as características do carro ficaram muito difíceis”, explicou. O britânico afirmou que o circuito canadense, cheio de zebras e ondulações, tornou o comportamento ainda mais complicado. “Eu literalmente estava lutando até para enxergar as curvas com a quantidade de impactos que estava sentindo”, disse ele.
O piloto ainda detalhou o dilema enfrentado pela equipe. Quando a Haas deixa o carro mais confortável e previsível, as entradas de curva se tornam problemáticas. Já quando endurece a configuração para ganhar desempenho, o carro perde confiança e fica difícil de pilotar: “Estamos equilibrando tudo no fio da navalha”, acrescentou.
Do outro lado da garagem, Esteban Ocon teve um desafio ainda maior ao estrear o novo pacote apenas na sessão de classificação para o GP. O francês ficou apenas em 17º no grid e admitiu dificuldades para se adaptar rapidamente às mudanças: “É uma otimização completamente diferente. Quando finalmente comecei a entender, já era a última volta da classificação”, encerrou o piloto francês.
