F1: Haas tem dificuldade para entender seu novo pacote em Montreal

A Haas está tendo um final de semana complicado no GP do Canadá de Fórmula 1. O novo pacote de atualizações levado pela equipe para Montreal, tem causado dificuldades de acerto e deixou os pilotos lutando para encontrar equilíbrio no carro.

Oliver Bearman afirmou que a equipe passou todo o fim de semana ‘correndo atrás do próprio rabo’, enquanto tentava entender o comportamento do carro atualizado. O britânico se classificou em 15º para a corrida Sprint, mas o desconforto com o desempenho levou a Haas a alterar a configuração do carro e largar dos boxes.

Após terminar a Sprint apenas em 18º, Bearman voltou à pista para a sessão de classificação para o GP e garantiu a 16ª posição no grid. Mesmo com uma leve melhora, o piloto deixou claro que o time ainda não encontrou a janela ideal de funcionamento do novo pacote aerodinâmico: “Tem sido realmente muito desafiador. Não conseguimos encontrar uma solução que funcionasse”, afirmou o britânico. Segundo ele, apenas durante a sessão de classificação para o GP, conseguiu finalmente atacar mais as zonas de frenagem e aceleração porque passou a sentir mais confiança no carro.

O jovem piloto explicou que, justamente quando começou a explorar mais o limite do carro, novos problemas apareceram: “Eu estava tendo muitos travamentos das rodas dianteiras, quando comecei a forçar mais. Tenho certeza de que outras equipes já descobriram isso no TL1, mas nós estávamos tão longe do ideal naquele momento que nem conseguíamos realmente atacar”, comentou.

GP do Canadá 2026, Montreal, Fórmula 1, F1
Foto: XPB Images

Bearman continuou: “O desempenho está lá, mas as características do carro ficaram muito difíceis”, explicou. O britânico afirmou que o circuito canadense, cheio de zebras e ondulações, tornou o comportamento ainda mais complicado. “Eu literalmente estava lutando até para enxergar as curvas com a quantidade de impactos que estava sentindo”, disse ele.

O piloto ainda detalhou o dilema enfrentado pela equipe. Quando a Haas deixa o carro mais confortável e previsível, as entradas de curva se tornam problemáticas. Já quando endurece a configuração para ganhar desempenho, o carro perde confiança e fica difícil de pilotar: “Estamos equilibrando tudo no fio da navalha”, acrescentou.

Do outro lado da garagem, Esteban Ocon teve um desafio ainda maior ao estrear o novo pacote apenas na sessão de classificação para o GP. O francês ficou apenas em 17º no grid e admitiu dificuldades para se adaptar rapidamente às mudanças: “É uma otimização completamente diferente. Quando finalmente comecei a entender, já era a última volta da classificação”, encerrou o piloto francês.