F1: Haas faz autocrítica após fim de semana complicado em Barcelona

A Haas deixou o GP de Barcelona de Fórmula 1 com poucos motivos para comemorar. Além do abandono de Oliver Bearman, a equipe terminou apenas em 13º com Esteban Ocon e reconheceu problemas de desempenho e operação ao longo de todo o final de semana.

O resultado aumentou a preocupação dentro do time britânico, que admitiu não ter conseguido extrair o máximo do carro. Tanto os pilotos quanto o chefe da equipe, Ayao Komatsu, apontaram dificuldades que começaram ainda nos primeiros dias da etapa.

Bearman afirmou que o abandono nos momentos finais da corrida, frustrou uma possível melhora no resultado: “Foi difícil, mas já esperávamos isso. Não acho que estivéssemos fora de posição, na verdade estávamos até mais à frente do que deveríamos graças a um bom ritmo”, afirmou.

O britânico revelou que ocupava a 13ª posição quando precisou abandonar a prova por um problema no carro: “Com os dois carros à frente abandonando, eu terminaria em P11. Infelizmente houve um problema no carro e tivemos que abandonar. Temos trabalho a fazer, foi um fim de semana difícil e vamos nos unir para entender o que aconteceu e melhorar para a próxima corrida”, disse ele.

Oliver Bearman (GBR) Haas F1 Team VF-26.
Foto: XPB Images

Ocon também enfrentou uma corrida complicada e destacou os problemas com os pneus. Segundo o francês, a equipe precisou realizar três pit-stops porque não conseguiu controlar o desgaste dos compostos traseiros durante os stints.

“Foi uma corrida muito difícil. Não conseguimos manter os pneus em boas condições até o final e tivemos que parar três vezes porque os traseiros estavam completamente desgastados. Foi muito doloroso e tentamos resistir, mas não tínhamos ritmo no fim da corrida”, comentou.

O piloto francês acredita que a configuração do carro foi um dos fatores que contribuíram para as dificuldades: “Precisamos analisar profundamente o acerto. Acho que erramos neste fim de semana desde o TL2 até agora, então espero que possamos fazer algo melhor na Áustria”, acrescentou.

Komatsu concordou com a avaliação dos pilotos e fez uma autocrítica ao trabalho da equipe: “Neste fim de semana o carro não foi rápido o suficiente, e operacionalmente, também não fomos bons o bastante. A comunicação durante a corrida não foi adequada. O carro precisa melhorar e ser mais rápido, mas também não estamos extraindo o melhor dele. Como equipe, precisamos olhar para nós mesmos e evoluir muito rapidamente”, completou.