F1: Gasly entende revolta de rivais após decisão da FIA

Pierre Gasly defendeu a decisão que devolveu seu pódio no GP de Mônaco de F1, mas reconheceu o sentimento de injustiça de Oscar Piastri e George Russell. O francês havia caído de terceiro para sétimo após punições por excesso de velocidade no pit lane.

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A Alpine conseguiu reverter o caso por meio de um Direito de Revisão, depois que foi identificado um problema na medição dos sensores de velocidade do pit lane. A verificação média foi feita em uma distância 77 metros menor do que deveria, o que levou cinco pilotos a receberem punições de forma equivocada durante a corrida.

Gasly não cumpriu os dez segundos de punição durante a prova, o que permitiu à Alpine contestar o resultado depois da bandeirada. Piastri e Russell, por outro lado, já haviam cumprido suas punições durante o GP, e o regulamento da Fórmula 1 não prevê mecanismo para desfazer uma penalidade já servida.

“Para o bem do esporte, não queremos ver o que aconteceu se repetir no futuro”, afirmou Gasly à imprensa, incluindo o F1MANIA.NET. “Houve um erro naquele fim de semana, e acho importante que todos aprendam com isso. Se um erro foi cometido e pode ser corrigido, porque foi uma punição injusta sem que houvesse infração, então acho que é a coisa certa a fazer como esporte.”

Pierre Gasly (FRA) Alpine F1 Team A526.
Foto: XPB Images

O francês também disse entender o incômodo dos rivais. “Fiquei muito satisfeito com as ações e com o resultado da decisão após a corrida, mas, do lado da McLaren, do Oscar e do George, entendo completamente que eles provavelmente sintam algum tipo de injustiça pelo que aconteceu com eles”, completou.

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Gasly reforçou, porém, que o caso da Alpine deve ser tratado separadamente dos recursos de McLaren e Red Bull, que agora seguem para a Corte Internacional de Apelação da FIA. Segundo ele, corrigir uma decisão errada deve continuar sendo o caminho sempre que houver possibilidade.