A Fórmula 1 se prepara para enfrentar seu final de semana de corrida mais quente da temporada até agora, no GP da Áustria. Diante da previsão de temperaturas extremas em Spielberg, a FIA ativou oficialmente o protocolo de risco por calor para a oitava etapa do campeonato.
Essa medida foi anunciada nesta quinta-feira (25) pelo diretor de prova da FIA, Rui Marques, após análises meteorológicas indicarem condições capazes de representar riscos físicos aos pilotos durante a corrida. O procedimento foi criado para proteger competidores e equipes em situações de calor excessivo.
Marques explicou a decisão em comunicado oficial: “De acordo com o Artigo B1.5.10 dos regulamentos da FIA, após recebermos uma previsão do Serviço Meteorológico Oficial indicando que o índice de calor será superior a 31°C em determinado momento da corrida deste evento, foi declarado um risco por calor”, afirmou.
O regulamento foi introduzido pela Fórmula 1 em 2025 e teve sua primeira aplicação durante o GP de Singapura daquele ano. A iniciativa surgiu após os problemas enfrentados por diversos pilotos no GP do Catar de 2023, quando as condições extremas levaram alguns competidores à exaustão física.
Na ocasião, Lance Stroll precisou passar pelo centro médico após a prova. George Russell revelou que esteve perto de perder a consciência nas voltas finais, enquanto outros pilotos classificaram a corrida como uma das mais exigentes fisicamente de suas carreiras.

As previsões para Spielberg reforçam a preocupação. O serviço meteorológico austríaco GeoSphere emitiu alerta laranja para sábado e domingo, com temperaturas que podem alcançar 36°C tanto no dia da sessão de classificação quanto na corrida. Para sexta-feira, quando acontecem as primeiras duas sessões de treinos livres, a previsão aponta máxima de 34°C e alerta amarelo.
Fora o calor intenso, existe a possibilidade de tempestades elétricas ao longo do fim de semana, embora não haja previsão de chuva neste momento. Caso as condições se confirmem, a combinação poderá acrescentar um elemento extra de imprevisibilidade ao evento.
Com a ativação do protocolo, as equipes são obrigadas a instalar sistemas avançados de resfriamento nos carros, o que permite ajustar o peso mínimo dos veículos para acomodar o equipamento adicional. Os pilotos podem optar por não utilizar o colete de resfriamento, mas nesse caso, o regulamento determina a instalação de lastro extra no cockpit para garantir igualdade de peso entre todos os competidores.
