A FIA deve levar de duas a três semanas para definir o resultado definitivo do GP de Mônaco de Fórmula 1 deste ano. McLaren e Red Bull Racing levaram a disputa ao Tribunal Internacional de Apelação, colocando em dúvida a terceira posição de Pierre Gasly naquela corrida.
O tribunal se reuniu na terça-feira (25), em Paris, para analisar os argumentos apresentados pelas duas equipes em uma audiência fechada. A decisão pode confirmar a classificação atual, que recolocou Gasly em terceiro, ou alterar novamente a ordem e beneficiar Isack Hadjar, da Red Bull.
A origem do caso está em uma série de sete punições aplicadas a seis pilotos por suposto excesso de velocidade no pit lane. Entre os envolvidos estavam Lewis Hamilton, George Russell, Oscar Piastri, Franco Colapinto e os dois pilotos da Alpine, mas uma falha nos pontos de cronometragem administrados pela FOM, levantou dúvidas sobre a confirmação das infrações.
Gasly foi o único dos pilotos punidos que não cumpriu a penalidade durante a corrida. Depois de a Alpine apresentar um pedido de revisão, os comissários concluíram que não era possível confirmar que o francês havia excedido o limite de velocidade e retiraram a penalização, devolvendo a ele a terceira posição, que havia sido conquistada na pista. McLaren e Red Bull, porém, decidiram recorrer novamente.

Os argumentos apresentados na audiência permanecem confidenciais, mas, segundo informações do PlanetF1, um dos pontos centrais seria a alegação de que os comissários ultrapassaram seus poderes ao retirar a penalidade e alterar a classificação da prova. Andrea Stella, chefe da McLaren, explicou que a equipe busca tanto esclarecer um princípio esportivo, quanto defender seus próprios interesses no campeonato.
“Achamos que o processo que aconteceu depois da corrida em Mônaco precisa ser revisto, pela justiça para todos os competidores. O fato de a penalidade ter sido removida, introduz elementos significativos de preocupação, e gostaríamos de aproveitar a oportunidade do Tribunal Internacional de Apelação para esclarecer esse aspecto”, afirmou Stella.
Portanto, a decisão poderá definir não apenas a posição final de Gasly, mas também se Hadjar ficará com o terceiro lugar. O caso é ainda mais relevante por ser a primeira apelação de uma equipe de Fórmula 1 a chegar ao tribunal superior da FIA desde 2019.
