A Ferrari não pretende parar nas recentes evoluções que a colocaram novamente em destaque na Fórmula 1. Após o segundo lugar de Lewis Hamilton no GP de Mônaco e a vitória do heptacampeão em Barcelona, a equipe de Maranello já trabalha em novos passos para ampliar seu desempenho ao longo da temporada.
O plano ganha importância em meio ao processo de avaliação da FIA sobre os motores. Embora a definição do ADUO ainda não tenha sido oficializada devido a um pedido de revisão feito pela Red Bull, a Ferrari já tem atualizações preparadas e aguarda apenas a liberação necessária para colocá-las em prática.
De acordo com informações do Autoracer.it, a fabricante italiana está enquadrada no grupo de montadoras considerado de elite, com desempenho situado até 4% abaixo do conjunto Red Bull-Ford. Essa condição permitiria à Ferrari realizar duas atualizações em sua unidade de potência ainda em 2026. A expectativa é que a primeira versão revisada estreie já no GP da Áustria.

Segundo a publicação, a estratégia da Ferrari será introduzir inicialmente uma atualização de menor porte assim que receber o sinal verde da FIA. Já a segunda oportunidade de desenvolvimento, prevista após mais seis corridas, deverá ser tratada com maior cautela pela equipe, que busca maximizar os ganhos disponíveis dentro do regulamento.
Além disso, a Ferrari já trabalha em um terceiro projeto para sua unidade de potência e acredita que a nova especificação poderá entregar cerca de cinco cavalos extras. Paralelamente, as equipes também aguardam uma decisão sobre possíveis alterações na configuração dos motores para a próxima temporada, com a divisão de potência podendo passar de 50/50 para 58/42. O tema será analisado ainda neste mês durante a reunião do Conselho Mundial da FIA em Macau.
