F1: Falha no sistema de bandeiras azuis causou confusão no GP da Hungria

Uma falha no sistema eletrônico de sinalização de bandeiras azuis provocou momentos de confusão durante o GP da Hungria de Fórmula 1. O problema fez com que diversos pilotos recebessem avisos incorretos ou incompletos em seus volantes, contribuindo para incidentes e dificultando o gerenciamento dos retardatários ao longo da corrida.

Segundo informações do Motorsport, a FIA identificou a falha durante a prova e passou a depender apenas das bandeiras físicas e dos painéis luminosos ao redor do circuito. No entanto, como os avisos exibidos no volante deixaram de indicar o número do carro ao qual a bandeira azul se referia, vários pilotos relataram dificuldade para saber quando realmente precisavam abrir passagem.

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Esteban Ocon explicou que o problema gerou dúvidas durante disputas na pista. “Não tínhamos nenhum aviso no volante. Só víamos os painéis de bandeira azul, mas sem o nosso número. Por exemplo, eu estava disputando com Isack Hadjar na saída dos boxes, mas eu estava uma volta atrás e não sabia. Posso ter atrapalhado ele por três curvas. Quando os engenheiros me avisaram que eu não estava disputando posição com ele, já era tarde, porque a bandeira azul piscava a volta inteira. Então, realmente não estava claro”, afirmou.

A confusão também esteve ligada ao toque entre Carlos Sainz e Oscar Piastri na saída da Curva 2. O incidente atrapalhou o piloto da McLaren, que perdeu a liderança da corrida para seu companheiro de equipe, Lando Norris, enquanto tentava colocar uma volta no piloto da Williams.

Carlos Sainz (ESP) Williams F1 Team FW48.
Foto: XPB Images

Sainz afirmou que desconhecia a aproximação de Piastri naquele momento. “Naquele ponto eu não fazia ideia de que estava prestes a levar uma volta. Além disso, eu estava em uma grande disputa com Fernando (Alonso), tentando superá-lo na entrada da curva. Eu não esperava que Oscar estivesse ali. Mesmo que estivesse, ele estava no meu ponto cego, então, honestamente, era impossível evitar o contato do meu lado. Talvez uma comunicação melhor tivesse ajudado, mas são coisas que às vezes acontecem nas corridas”, explicou.

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Apesar da situação, Sainz recebeu uma punição de cinco segundos. Os comissários entenderam que a posição da McLaren no ponto cego do espanhol foi um fator atenuante, mas a falha nas bandeiras azuis não foi considerada na decisão. Por isso, a penalidade aplicada foi de cinco segundos, e não de dez.

Oliver Bearman também foi punido por não respeitar bandeiras azuis ao ser alcançado por Hadjar. O piloto da Haas lamentou o episódio e disse que a falha tornou praticamente impossível identificar quando o aviso era realmente direcionado a ele.

“Me sinto mal pela punição por bandeira azul com o Hadjar, porque honestamente foi um pesadelo. No miolo do circuito você praticamente não tem tempo de olhar os retrovisores e, durante toda a corrida, apareciam avisos de bandeira azul. Desta vez eles não estavam funcionando corretamente, então era difícil saber se era para mim, para o carro atrás ou para o carro à frente. Obviamente não foi de propósito, eu estava uma volta atrás e não tentava atrapalhar ninguém, mas me sinto mal se comprometi a corrida de alguém”, declarou.

Bearman ainda revelou que os problemas começaram logo nas voltas iniciais. “Depois de seis voltas eu já estava recebendo bandeiras azuis e pensei: ‘Isso é estranho, não somos tão lentos a ponto de levar uma volta em seis voltas’. Da sexta até a 70ª volta havia bandeiras azuis praticamente em todas as passagens. Era muito difícil saber o que era real, o que era falso e o que era para mim, porque normalmente aparece o número do carro e, desta vez, aparecia apenas a bandeira azul. Então precisei confiar muito na equipe para me orientar”, concluiu.