David Coulthard criticou a atuação de pilotos e equipes após os problemas com as bandeiras azuis durante o GP da Hungria de Fórmula 1 no último domingo (26). O ex-piloto afirmou que a situação no Hungaroring mostrou falta de consciência espacial dos competidores e comparou o episódio ao “primeiro dia de aula”.
O sistema automatizado de bandeiras azuis da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) apresentou uma falha durante a corrida de domingo, fazendo com que os avisos aos carros mais lentos fossem realizados manualmente pelos fiscais de pista. O problema causou dificuldades para os pilotos que buscavam ultrapassagens, com destaque para o contato entre Carlos Sainz e Oscar Piastri.
Sainz afirmou que o acidente foi “impossível evitar”, mas imagens de bordo mostraram que o piloto da Williams recebeu avisos de bandeira azul e também foi informado por seu engenheiro sobre a aproximação de Piastri.
O australiano se mostrou irritado com o ocorrido: “É, eu sabia que havia problemas com as bandeiras azuis, mas tinha bandeira azul em todos os sinais dos fiscais. Eu estava bem atrás dele. Não acreditei no que aconteceu. Ser acertado por um carro ultrapassado nunca é uma das coisas que você espera que possa dar errado na sua corrida. Eu realmente não me importo se ele não me viu. O fato de ele não ter visto e ninguém tê-lo avisado, ou a falta total de consciência situacional, é inaceitável.”
O chefe da Mercedes, Toto Wolff, também criticou as equipes e chamou os engenheiros de “Teletubbies” por não alertarem seus pilotos de forma adequada.

No podcast Up to Speed, Coulthard afirmou que a falha técnica não poderia ser a única explicação para o problema: “Precisamos falar sobre o cenário das bandeiras azuis em Budapeste”, disse. “Foi como o primeiro dia de aula! E estou falando de jardim de infância no jeito como os pilotos reagiram às bandeiras azuis.”
O britânico destacou a importância da comunicação entre pilotos e engenheiros, lembrando que as equipes precisam acompanhar melhor a posição dos carros durante as corridas.
“Mas existe algo chamado consciência espacial, e seus engenheiros realmente olhando por cima do muro dos boxes. Muito poucas equipes agora têm um espaço no que é carinhosamente chamado de ‘prat perch’ [o balcão dos engenheiros], o muro de engenharia onde os engenheiros e o chefe de equipe normalmente ficam.”
Para Coulthard, os pilotos e equipes deveriam conseguir identificar a aproximação de outros carros em ritmo de corrida: “Mas em um grande prêmio, quando as pessoas estão andando em ritmo de corrida, você geralmente consegue perceber. Bem, não geralmente — você com certeza consegue perceber! Simplesmente não foi bom o suficiente”, finalizou.
