F1: Ex-presidente da Ferrari questiona isolamento de Vasseur na equipe

A Ferrari chega ao GP da Itália de Fórmula 1, ainda sob os efeitos da polêmica envolvendo Lewis Hamilton e Charles Leclerc na etapa da Holanda. Luca di Montezemolo aproveitou o episódio, para questionar a posição de Fred Vasseur dentro da equipe.

Em entrevista ao Quotidiano Nazionale, o ex-presidente da Ferrari afirmou que a discussão sobre a ausência de ordens de equipe em Zandvoort, é apenas parte de uma questão maior. Montezemolo disse perceber Vasseur isolado e colocou em dúvida quem estaria ao lado do atual chefe da equipe, caso fosse necessário tomar uma decisão impopular.

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“Depois da última corrida na Holanda, ouvi críticas a Fred Vasseur porque ele não havia dado ordens de equipe entre Hamilton e Leclerc. No entanto, além desse episódio específico, deveríamos todos nos perguntar a quem o dirigente francês pode recorrer dentro da empresa”, afirmou Montezemolo.

F1: Ex-presidente da Ferrari questiona isolamento de Vasseur na equipe
Foto: Lucas Miranda / F1MANIA.NET

A declaração ganhou força, porque Montezemolo relembrou uma situação semelhante durante sua própria passagem pelo comando da Ferrari, quando o então chefe da Scuderia, Jean Todt, determinou que Rubens Barrichello cedesse a vitória para Michael Schumacher na Áustria, em 2002. Segundo o ex-presidente, a decisão foi considerada necessária aos interesses da equipe, mesmo diante da grande insatisfação do piloto brasileiro.

Montezemolo disse que interveio pessoalmente para respaldar Todt, e deixar claro que a decisão deveria ser respeitada: “Eu era o presidente, então chamei Rubens e disse: ‘Eu represento a Ferrari, você é um dos nossos funcionários. Se não concorda com as decisões de Todt, está livre para procurar outra equipe’,” acrescentou.

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Para o ex-presidente, a comparação com o episódio de 2002, serve para destacar a importância de Vasseur contar com respaldo interno quando precisar tomar decisões difíceis: “Sinto o isolamento de Vasseur. Quem estaria ao lado dele se tivesse que tomar uma decisão, talvez até uma decisão impopular?”, questionou Montezemolo.