A estratégia pode decidir o GP da Hungria de Fórmula 1 neste domingo. Embora duas paradas apareçam como a opção mais rápida nas simulações, a diferença para uma única troca é pequena, abrindo espaço para decisões diferentes entre as equipes.
O plano considerado mais veloz é largar com pneus Médios, colocar Duros entre as voltas 16 e 22 e repetir o composto entre as voltas 40 e 46. McLaren, Ferrari, Red Bull e Mercedes preservaram dois jogos de Duros, mas nenhuma delas utilizou o composto nos treinos, o que adiciona incerteza sobre seu comportamento em condições de corrida.

A alternativa de uma parada, com Médios e Duros, prevê a troca entre as voltas 26 e 32. “Neste caso, uma e duas paradas são realmente equivalentes”, afirmou Dario Marrafuschi, diretor de automobilismo da Pirelli. O cenário permite que equipes com dois carros próximos adotem estratégias divididas, especialmente após as punições que alteraram a ordem na parte da frente do grid.
Outra possibilidade é começar com Macios para aproveitar a maior aderência na largada. A sequência Macios, Duros e Médios indica paradas entre as voltas 13 e 19, depois entre 45 e 51. Lewis Hamilton tem um jogo novo de Macios disponível após a Ferrari utilizar Médios no Q1, enquanto Racing Bulls, Audi e Aston Martin também chegam à corrida com maior quantidade do composto mais rápido.

O calor pode ser mais importante do que a chuva. A previsão aponta cerca de 32°C no ar e até 56°C no asfalto, condição que tende a aumentar o desgaste dos pneus traseiros. A perda estimada em uma parada sob bandeira verde é de aproximadamente 21 segundos, enquanto uma intervenção durante Safety Car ou VSC reduziria significativamente esse custo e poderia mudar completamente as escolhas durante as 70 voltas.
