A Williams vive um momento difícil na temporada 2026 da Fórmula 1. A equipe ocupa a oitava posição no Mundial de Construtores com menos da metade do campeonato disputado, ficando distante do desempenho que havia sido projetado internamente após o quinto lugar conquistado no ano anterior.
Carlos Sainz avaliou a situação após o GP de Barcelona, onde terminou em 12º, fora da zona de pontuação e duas voltas atrás do vencedor: “Acho que se você eliminar o excesso de peso, se coloca na briga por aqueles pontos – mas isso realmente não é suficiente”, afirmou o piloto espanhol. “Para mim, estar a um segundo de diferença… Estávamos 1,8 segundos atrás no classificatório, 1,7s, 1,6s, 1,9s atrás [na corrida], dependendo da volta. Não é onde deveríamos estar, considerando todo o tempo de túnel de vento que tivemos e todas as horas de desenvolvimento que foram investidas neste carro.”
O desempenho abaixo do esperado está ligado ao projeto FW48, que chegou atrasado aos testes de pré-temporada e ainda sofre com excesso de peso após problemas em um teste de impacto. Por decisão relacionada ao teto de gastos, a equipe vem reduzindo o peso gradualmente, mantendo componentes até o fim de sua vida útil.

Além disso, o carro apresenta déficit aerodinâmico, especialmente em curvas de média e alta velocidade, o que compromete o desempenho em circuitos como Barcelona.
Sainz também destacou que a defasagem vai além do peso do carro: “Olhando para trás, foi mais chocante o quão longe estamos em curvas de média e alta velocidade. Em parte devido ao peso, mas ainda mais importante, a carga aerodinâmica. Estamos muito longe de onde deveríamos estar. É hora de voltar à prancheta e trazer mais desempenho para o carro.”
O chefe de equipe James Vowles havia definido o quinto lugar da temporada anterior como uma “nova referência” para a Williams na busca por evolução rumo ao topo da Fórmula 1. Porém, a equipe atualmente vê esse objetivo mais distante, com a diferença para os concorrentes aumentando ao longo da temporada.
