F1: Dono da Haas não é muito otimista sobre futuro de Schumacher na equipe

O futuro de Mick Schumacher na Haas e na Fórmula 1 está em suas próprias mãos, afirmou o proprietário da equipe Gene Haas, antes de acrescentar que o piloto alemão ‘custou uma fortuna e destruiu muitos carros’.

Schumacher estará sem contrato com a Haas no final desta temporada, e o chefe da equipe, Guenther Steiner, afirmou anteriormente, que o alemão tem uma chance de 50-50 de manter sua vaga no time.

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Embora o piloto de 23 anos tenha mostrado sinais de evolução nos últimos tempos, ele ainda tem apenas dois resultados entre os dez primeiros em 39 largadas na F1.

A Haas precisa que ele marque pontos, pois seu companheiro de equipe Kevin Magnussen, garantiu dois terços da contagem de pontos da equipe em 2022.

“Estamos apenas esperando”, disse Gene Haas à Associated Press. “Precisamos que Mick traga alguns pontos e estamos tentando dar a ele o máximo de tempo possível para ver o que ele pode fazer.”

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“Se ele quiser ficar conosco, ele tem que nos mostrar que pode marcar mais alguns pontos. É isso que estamos esperando”, acrescentou.

Schumacher também não fez nenhum favor a si mesmo com três grandes acidentes nessa temporada.

Ele perdeu o GP da Arábia Saudita quando sofreu uma forte batida na qualificação, destruiu novamente seu carro em Mônaco, e depois precisou de outro chassi quando bateu no TL1 no Japão.

Não poderia ter sido um momento pior este acidente no Japão, pois segundo alguns relatos, Schumacher havia acabado de iniciar negociações com a equipe para 2023.

“Nesse esporte, a categoria não permite isso (grandes acidentes com frequência), pois é muito caro”, disse Haas.

“Se você cometer algum erro na escolha do piloto, na estratégia ou na seleção dos pneus, isso está custando milhões de dólares.”

“Acho que Mick tem muito potencial, mas você sabe que ele custa uma fortuna e destruiu muitos carros que nos custaram muito dinheiro, que simplesmente não temos”, acrescentou Haas.

O dono da equipe concede uma certa desculpa, se o piloto, mesmo causando prejuízo, acumular pontos para compensar isso com a equipe.

“Agora, se você nos trouxer alguns pontos, e você for (Max) Verstappen e destruir carros, vamos lidar bem com isso”, continuou ele. “Mas quando você está na parte de trás do grid e destrói carros, isso fica muito difícil.”

Schumacher tem quatro corridas para provar a si mesmo, e a tarefa nada simples de vencer um GP que pode garantir uma vaga na equipe em 2023. Obviamente algo praticamente impossível de acontecer.

“Se ele vencer um GP, ele está dentro”, disse Haas.

Embora Haas tenha dito que Schumacher tem tempo, o fato da equipe ter convocado uma entrevista coletiva para a véspera do GP dos Estados Unidos sugere o contrário. A coletiva da Haas será no Circuito das Américas, e está marcada para quinta-feira ao meio-dia (horário local).

Claro que pode ser a equipe anunciando um novo acordo de patrocínio, ou qualquer outra coisa, mas as equipes não costumam agendar com tanta antecedência um simples anúncio.

Magnussen já está confirmado para o próximo ano, então é apenas o destino de Schumacher que permanece indefinido, ou apenas não anunciado.

Se for verdade que o único piloto que ele enfrenta pela vaga é Nico Hulkenberg, como foi cogitado, a Haas teria alguma dificuldade em argumentar, já que o piloto de 35 anos detém o recorde de mais largadas sem nenhum pódio na F1. São 182 GPs disputados e nenhum pódio alcançado.

 

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