Pirelli escolheu compostos mais macios para 2026, enquanto histórico recente de Interlagos aponta degradação significativa e variedade estratégica.
O gerenciamento dos pneus poderá ser um dos fatores decisivos do GP do Brasil de Fórmula 1 de 2026. A Pirelli selecionou os compostos C3, C4 e C5 para a etapa brasileira, uma escolha mais macia do que a utilizada na temporada passada. A mudança aumenta a importância dos dados coletados durante os treinos e poderá influenciar diretamente o número de paradas nos boxes.
Em 2025, a maioria dos pilotos adotou uma estratégia de duas paradas em Interlagos.
Segundo a Pirelli, a degradação dos pneus foi um dos principais elementos técnicos daquela corrida. Embora a granulação tenha sido menos intensa do que inicialmente se esperava, os compostos apresentaram desgaste relevante ao longo dos stints.
O pneu C2, utilizado como Duro, demonstrou tendência a deslizar, enquanto os compostos C3 e C4 apresentaram degradação significativa.
Mesmo assim, os pilotos conseguiram completar sequências competitivas com diferentes estratégias.
A corrida também foi influenciada por uma neutralização inicial, que levou algumas equipes a anteciparem suas paradas. As diferentes janelas de pit stop criaram situações variadas de tráfego e aumentaram as oportunidades de ultrapassagem.
Apenas dois pilotos completaram a prova com uma única parada.
Para 2026, a Pirelli decidiu retirar o C2 da seleção e introduzir o C5, composto mais macio da gama.
Essa alteração poderá oferecer mais aderência em determinadas condições, mas também exigirá atenção à durabilidade dos pneus durante stints prolongados.
Outro elemento será o recapeamento realizado em dois trechos de Interlagos, que poderá modificar o comportamento dos compostos.
O circuito brasileiro oferece oportunidades de ultrapassagem, permitindo alguma flexibilidade estratégica. Entretanto, a perda de tempo nos boxes e o risco de retornar em meio ao tráfego continuarão sendo fatores importantes.
A possibilidade de chuva também poderá modificar completamente os planos das equipes.
Com três treinos livres disponíveis, a preparação será fundamental para determinar se uma ou duas paradas representam a melhor alternativa.
O histórico favorece a análise de estratégias com duas trocas, mas a decisão dependerá da degradação observada em 2026 e das condições efetivas da corrida.
O F1Mania.net acompanha o GP do Brasil, em São Paulo, in loco com Nathalia de Vivo e Victor Berto.
