F1 define data limite para decidir sobre situação dos GPs do Catar e Abu Dhabi

A Fórmula 1 irá tomar a decisão sobre o cancelamento, ou não, dos GPs do Catar e Abu Dhabi no meio de outubro.

Tanto Ayao Komatsu, chefe da Haas, quanto Mattia Binotto, da Audi, confirmaram que essa será a data limite para que a decisão seja tomada para ver se a categoria irá para a provas no Oriente Médio.

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Desde o começo do ano a região está em guerra por conta do conflito entre Estados Unidos e Irã, provocando inclusive os cancelamentos de Arábia Saudita e Bahrein – essa segunda sendo transferida para Malásia.

Quando o assunto é abordado, Stefano Domenicali e os promotores confirmam que as corridas irão acontecer, mas nenhuma decisão definitiva foi tomada de fato.

Agora, uma linha do tempo foi imposta, entendível do ponto de vista de equipes e logísticas requeridas para conseguir ir até as duas provas. “Acredito que o Stefano pretende nos informar em meados de outubro, para que todos saibamos qual é a situação”, comentou Komatsu.

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Lewis Hamilton (GBR) Ferrari SF-25.
Foto: XPB Images

“Ímola está se preparando caso precisemos realizar a corrida lá”, com o circuito italiano atualmente cotado como possível opção reserva para o primeiro fim de semana de dezembro. No momento, Abu Dhabi está programado para encerrar a temporada nessa data”, continuou.

Enquanto isso, Binotto acrescentou que “como discutimos na reunião da Comissão da F1 na segunda-feira, meados de outubro é o prazo limite para essa decisão.”

Sobre os desafios caso Catar e Abu Dhabi fossem canceladas e a final fosse transferida para Ímola, Ayao disse que “por exemplo, questões como a estrutura dos motorhomes europeus e toda a equipe responsável por eles.

“Essas pessoas têm trabalhos de inverno, então precisaríamos encontrar outras para realizar essas tarefas. Tenho certeza de que nós, como comunidade da F1, garantiremos que isso aconteça, caso seja necessário. Esperamos, como cenário principal, poder ir ao Catar e a Abu Dhabi. Seria muito bom.”

Uma das preocupações é o clima e a possibilidade de chuva e muito frio. Mas para Binotto, a situação pode não ser tão complicada quanto o esperado. “Os principais desafios são mais de ordem organizacional e logística. Do ponto de vista técnico, podemos pensar em inverno ou pneus de neve, mas, na verdade, se olharmos para a temperatura média em Ímola nessa época do ano, ela é mais alta do que a de Las Vegas no horário em que correremos lá [à noite]”, falou.

“Portanto, não acho que isso seja uma preocupação real. Espero que tomemos a decisão certa”, concluiu.