A Fórmula 1 terá um GP do Canadá 2026 cercado de incertezas estratégicas neste domingo em Montreal. Além da disputa entre Mercedes, McLaren, Ferrari e Max Verstappen, a previsão de chuva intensa promete embaralhar completamente os planos das equipes no Circuito Gilles Villeneuve.
George Russell chega embalado após vencer a Sprint e conquistar a pole position, enquanto Kimi Antonelli larga ao seu lado. A Mercedes mostrou força com seu novo pacote de atualizações, mas a corrida longa deve exigir muito mais do que velocidade pura para manter a liderança diante da pressão das McLaren e Ferraris.

Se a chuva não aparecer, as simulações indicam que a estratégia mais rápida deve ser de uma parada, utilizando pneus Médios e depois Duros, com janela ideal entre as voltas 21 e 27. O histórico recente favorece esse cenário, já que as quatro corridas disputadas na temporada 2026 foram vencidas com apenas um pit stop.
Outra possibilidade envolve o uso dos pneus Macios. Sergio Pérez mostrou na Sprint que o composto C5 pode funcionar bem em Montreal ao ganhar posições rapidamente após largar em 16º. A Cadillac acredita que uma estratégia Macios>Duros pode ser competitiva, especialmente se a corrida começar em pista úmida ou com previsão de chuva durante a prova.

Mas o grande fator do domingo deve ser o clima. A previsão aponta temperaturas entre 11 e 12 graus Celsius, chuva constante e vento forte, cenário que preocupa até a Pirelli. O engenheiro-chefe Simone Berra classificou a combinação como “a tempestade perfeita” para os pneus, já que Montreal tem poucas curvas rápidas capazes de gerar temperatura nos compostos.
Lando Norris resumiu o desafio esperado para a corrida: “Acho que pode ser uma corrida insanamente complicada. Já é difícil colocar temperatura nos pneus Macios, imagine com dez graus a menos e usando intermediários ou pneus de chuva extrema.”
